Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 04/11/2020
No Brasil, o envelhecimento da população tornou-se um desafio social. Portanto, é possível citar a previsível escassez de mão de obra no país devido à queda da fecundidade e ao aumento da expectativa de vida. Além disso, a falta de apoio da previdência social e a expansão do sistema público de saúde agravaram ainda mais a crise no Brasil.
Historicamente, após o fim da Segunda Guerra Mundial, houve avanços significativos no campo da medicina no Brasil e no mundo, que aliados à contracepção decorrente do surgimento dos anticoncepcionais contribuíram para o aumento da expectativa de vida e aceleraram o crescimento da população idosa. Segundo o economista Jorge Savoia, o envelhecimento aconteceu muito rápido no Brasil e, em 25 anos, o percentual de pessoas com mais de 60 anos praticamente dobrou. Ao contrário do que aconteceu na Europa, onde o processo demorou mais de 50 anos, permitindo tempo suficiente para se preparar para mudanças futuras. Dito isto, a escassez de mão de obra está aumentando gradualmente devido à baixa oferta de mão de obra no mercado de trabalho, já que os empregadores preferem trabalhadores mais jovens. Esta situação está a motivar o aumento do número de pedidos de pensões do governo, o que cria um desequilíbrio na despesa e na arrecadação do setor.
Além disso, o atendimento médico ao idoso é um tema a ser discutido, pois a profissão médica do idoso carece de profissionais nos setores público e privado, levando a um aumento da mortalidade e à diminuição dos cuidados. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 60% das pessoas com mais de 60 anos utilizam o Sistema Único de Saúde. Portanto, o iminente aumento da idade da população impõe novos desafios ao governo, como a situação de vulnerabilidade decorrente da elevada idade do gasto em saúde pública.
Mediante aos fatos mencionados, é mister que o Governo do Estado tenha a responsabilidade de formular políticas públicas preventivas de saúde para idosos por meio de palestras, oficinas e consultas com profissionais especializados para proporcionar uma visão geral dos cidadãos e ajudar a melhorar e melhorar a qualidade de vida. Para as empresas que empregam idosos inativos no mercado de trabalho, também deve haver incentivos fiscais. Dessa forma, é possível reduzir os déficits e a escassez de mão de obra do setor previdenciário e, ao mesmo tempo, restaurar a saúde do idoso no Brasil.