Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 07/11/2020
Machado de Assis, em sua obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, afirma que não teve filhos por não querer transmitir ao mundo o legado da miséria. À luz dessa óptica, o Brasil contemporâneo sofre com o envelhecimento da população, já que parte majoritária dos casais não pretendem ter filhos. A partir disso, faz-se relevante analisar como a queda na taxa de natalidade e a falta de jovens no mercado de trabalho formam um quadro desafiador que deve ser desconstruído.
Em primeira análise, a queda na taxa de natalidade é um coeficiente ímpar ao envelhecimento da população. A política do filho único, instituída na China na década de 70, proibia os casais de terem mais de um filho. Posto isso, a tentativa de redução populacional chinesa atingiu o Brasil, fazendo com que a taxa de natalidade fosse reduzida bruscamente. Sendo assim a recorrência de tais fatos é um problema preocupante no corpo social.
Em consonância à esse cenário, a falta de jovens no mercado de trabalho é decorrência do envelhecimento da população. A partir de 2008 o Brasil entrou em um período de janela demográfica, isto é um bônus populacional, em que o número de pessoas com idade potencialmente ativa está em ascensão. Desse modo, a queda do número de jovens em ascensão no mercado de trabalho na atualidade deve-se ao fechamento da janela demográfica.
Nesse ínterim, observa-se que o envelhecimento da população brasileira está relacionada a falta de nascimentos. Sendo assim, cabe ao Governo junto ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Economia, criar propagandas de incentivo ao aumento populacional a fim de aumentar o número de pessoas economicamente ativas. Assim, resolver-se-á tal problemática.