Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 07/11/2020
“Viver é envelhecer, nada mais.”, afirma Simone De Beauvoir, filósofa e escritora francesa. A partir de tal afirmação, é possível evidenciar a inevitabilidade de se envelhecer. Nesse sentido, com o passar dos séculos, muitos avanços foram surgindo na medicina e envelhecer foi se tornando algo mais recorrente. Diante disso, cabe destacar que de acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir de 2039, haverá mais idosos que crianças no Brasil. Entretanto, o envelhecimento populacional traz grandes impactos econômicos e sociais para o país.
Em princípio, pode-se afirmar que que os custos das aposentadorias dos idosos trazem reflexos negativos na economia brasileira. No entanto, para garantir que isso não ocorra, faz-se fundamental que existam mais contribuintes do que aposentados, contudo, se o ritmo continuar como está, não haverá esse equilíbrio. Segundo a pesquisa “Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores 2018”,a população idosa aumentou em 26%, enquanto a infantil diminuiu em 6% e, se essa proporção seguir a mesma, não terão contribuintes suficientes para equilibrar os gastos com as aposentadorias e, então, impactos econômicos negativos surgirão. Diante dessa perspectiva, destaca-se a necessidade de formular políticas públicas que acolham a população idosa e garanta qualidade de vida e saúde a ela. Outrossim, é importante que o governo saiba lidar adequadamente com os impactos econômico causado pelo envelhecimento populacional nas indústrias que possivelmente serão afetadas, para evitar prejuízos e garantir desenvolvimento econômico.
Portanto, faz-se mister que o Ministério da Economia realize ações com o fito de administrar e equilibrar os impactos do envelhecimento populacional na economia do país, para evitar perda econômicas. Além disso, também é importante que o Ministério da Cidadania crie projetos para envolver os idosos em atividades socioculturais que garantam o bem-estar, saúde física e mental e qualidade de vida.