Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 08/11/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade/governo no que concerne à questão do envelhecimento da população brasileira. Dessa forma, observa-se que a população idosa reflete um cenário desafiador, seja em virtude da fragilidade dessa população, seja pela falta de políticas públicas voltadas à saúde do idoso.
De início, é importante pontuar que, a população idosa no Brasil vem crescendo em um ritmo acelerado, ultrapassando os 30 milhões de pessoas em 2019 e poderá alcançar até um quarto da população brasileira em 2043, segundo o IBGE. Ademais, o envelhecimento no país ocorre em razão do seu desenvolvimento, visto que a partir da década de 40, a expectativa de vida média da população aumentou 30,5 anos, demostrando um aumento de quase 50%, de 35 para 76 anos em 2017.
Outrossim, é necessário quebrar com o estereótipo de que a população mais velha é doente ou incapaz, mesmo com 69% dos idosos no Brasil possuindo doenças crônicas, isso não muda o fato de que eles são, em sua maioria, independentes, como mostra o estudo da PNAD(Pesquisa nacional por Amostra de Domicílios) 2008, apontando que 75% da população envelhecida não é dependente para o autocuidado. Contudo, eles não recebem a devida atenção do Estado, que deixa a família como responsável dos cuidados e que, na maioria das vezes, não tem condição nem tempo livre para tal.
Portanto, a falta de cuidado com a população idosa representa uma ameaça concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos como a todos os cidadãos que, indiretamente, também figuram como vítimas de seu legado. Nesse sentido, a AMB (Associação Médica Brasileira) deve fazer uma cobrança maior do Estado, por meio de lei e decretos, com a conscientização e apoio da população. Espera-se, com isso, que os idosos do presente e do futuro, envelheçam melhor e de forma mais saudável.