Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 06/11/2020

O desenvolvimento tecnológico fez com que surgissem diversas vantagens para o ser humano, uma delas é que grande parte da população possui a possibilidade de viver por um período de tempo maior do que era comum há trinta anos atrás.  Embora o aumento da expectativa de vida seja, no geral, algo bom, o mesmo vem com uma série de desafios para a gestão do país, e que se não forem resolvidos, pode causar diversos problemas para vários setores da nação.

Dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a partir de 2039, um a cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos. Isso traz consigo consequências como o impacto no mercado de trabalho, que acontece pois mesmo envelhecendo, os idosos desejam ou necessitam continuar trabalhando, e as empresas, por sua vez, não estão preparadas para manter esses trabalhadores. Além disso, a previsão é de que a mão de obra jovem acabe diminuindo, o que vai obrigar as instituições a se adequarem para oferecer aos seus funcionários um ambiente de trabalho mais saudável, gerando assim ainda mais gastos para a empresa.

Por sua vez, quando o assunto é o setor de saúde, as coisas só tendem a se complicar. Os sistemas, já falhos o bastante, darão conta do trabalho? Como ficarão os gastos na área, atualmente exorbitantes? Falar do aumento da população idosa é considerar que a faixa de idade está mais propensa a doenças crônicas, como a diabetes e hipertensão. Junto disso, há as típicas mudanças no organismo e alterações nos sentidos (esse é o caso da visão, por exemplo), que devem ser levadas em conta pelas unidades de saúde. Para se ter uma ideia da proporção do cenário, segundo o painel de precificação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o custo da assistência de um idoso com mais de 60 anos é bastante superior ao dos jovens. Ao todo, 6,9 vezes mais em internações, 7,5 mais nos exames e 5,7 em terapias.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para resolver esse advento. Para isso o Ministério Público deve planejar e desenvolva políticas públicas já pré-determinadas pelo Estatuto, além de projetos nas escolas sobre a valorização e de como cuidar da forma certa desses idosos, com o intuito de tratar essa camada perfeitamente e salvaguardar os seus privilégios.