Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 09/11/2020
É indubitável a participação positiva das duas grandes Guerras Mundiais do século XX para o desenvolvimento da medicina e medicamentos. Com isso, a expectativa de vida da população foi inevitavelmente ampliada, contudo, é necessário que o país esteja preparado para encarar essa realidade. No Brasil, o aumento da população idosa está diretamente relacionado a crises econômicas na previdência social e quebra do Sistema Único de Saúde brasileiro.
Primeiramente, segundo o Ministério da Economia é fato que o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) apresentou prejuízo de R$ 195,2 bilhões em 2018, e isso deve-se a expectativa de vida, na época, apresentar-se próximo aos 76 anos. Isso é consequência do crescimento conjunto da expectativa de vida e queda da fecundidade devido ao cenário capitalistas, logo, não existe população economicamente ativa o suficiente para abastecer a previdência.
Ademais, é comum a existência de doenças crônicas diante da população idosa e mais frágil da população, visto isso, é importante que o sistema público de saúde seja capaz de arcar com os gastos e oferecer assistência a todo esse grupo. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio, hipertensão e diabetes estão entre as doenças crônicas em maior número entre a população envelhecida, ambos sob responsabilidade do SUS.
Portanto, é dever do Ministério da Economia em parceria com a pasta do Trabalho gerar empregos para a população ativa por meio de programas de aprendizagem prática nivelada, em que a função do trabalhador muda conforme a idade dele, a fim de garantir o desenvolvimento econômico necessário para sustentar o sistêmica previdenciário. Também cabe ao Ministério da Saúde garantir tratamento médico para a população idosa por meio da criação de fundos destinado unicamente para o tratamento de doenças crônicas e de emergência, a fim de evitar a falava do sistema de saúde.