Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 08/11/2020
Durante a Idade Média, indivíduos considerados idosos eram considerados sinônimo de mazelas e morte. Na contemporaneidade, entretanto, com os recorrentes avanços tecnológicos na área da medicina, o envelhecimento populacional é uma vertente gerada, principalmente, pelo decréssimo da taxa de fertilidade, tornando indivíduos seniores parte majoritária da sociedade. No Brasil, a referida transição demográfica poderá gerar impactos no âmbito social, modificando a paisagem urbana e amplificando os gastos estatais para com a saúde pública, sendo, portanto, primordial a análise de tais repercurssões.
Em primeiro lugar, é cabível ressaltar que os avanços tecnológicos contribuíram para a longevidade humana. Contudo, tais progressos não mudam a perspectiva existente desde os primórdios: a população idosa é mais suscetível a mazelas, necessitando de cuidados específicos para que ocorra a garantia de seu bem-estar. Com a inversão da pirâmide etária brasileira, prevista por projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para ocorrer em 2060, será necessário o investimento prévio na medicina preventiva do corpo social, objetificando a melhor qualidade de vida dos indivíduos seniores antecipadamente, evitando um futuro colapso na saúde pública.
Ademais, é importante salientar que o recorrente envelhecimento populacional brasileiro poderá impactar a infraestrutura urbana. Sendo o período mais longo da historiografia global, a Idade Média e suas cidades passaram por diversas transformações no decorrer dos séculos, adaptando-se às rotineiras mudanças. Paralelamente à época citada, a inversão prevista para 2060 tornará assídua a presença de idosos em ambientes de convívio social que, hodiernamente, não atendem os carecimentos precisos. Assim, a adaptação de áreas de lazer, por exemplo, deverá compor a paisagem urbana do país, evidenciando, então, a necessidade em aprimorar o planejamento urbano e a arquitetura de edifícios comerciais
Portanto, é imprescindível amenizar os impactos do envelhecimento da população brasileira no âmbito social. Para isso, é viável que as prefeituras municipais invistam no planejamento urbano das cidades, adaptando-as ao público sênior, reformando locais de maior transição, tencionando a acessibilidade necessária para recepcionar esses indivíduos, inserindo-os em suas comunidades. Além disso, é cabível que o Poder Executivo, por intermédio do Ministério da Saúde, desenvolva políticas públicas de saúde preventiva, por meio de campanhas e consultas com profissionais especializados, amplificando o bem-estar da população idosa, mudando, gradativamente, a perspectiva construída desde a antiguidade.