Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 04/12/2020

A série “Grace e Frank”, mostram os desafios que duas amigas enfrentam ao chegar à melhor idade. Fora da ficção, na realidade brasileira, as discussões acerca dos impactos do envelhecimento dos habitantes, e dos problemas enfrentados por essa parcela da sociedade fazem-se extremamente necessária.

Primordialmente, é de suma importância analisar os efeitos do amadurecimento da população. De acordo com dados do IBGE, graças ao avanço da medicina, melhorias no saneamento básico e conquistas sociais a expectativa de vida no Brasil aumentou em mais de 30 anos desde 1940. Somado isso a uma diminuição da taxa de natalidade, é de se esperar problemas relacionados ao déficit previdenciário – que já é uma realidade no país – baixa reinserção da população idosa no mercado de trabalho como também na área educacional. Aliás, o descaso do governo e das empresas ao negligenciar esses aspectos está promovendo mais uma forma de exclusão: a digital.

Em segunda análise, é fundamental debater os aspectos relacionado à saúde. Com o baixo valor de aposentadoria, a maioria dos idosos no Brasil ficam reféns do SUS (sistema único de saúde) para acompanhamento médico. Entretanto, existe uma diminuição dos investimentos nesse sistema, que ocasiona piora na qualidade do atendimento, falta de médicos e insumos e consequentemente isso reflete no número de pessoas atendidas.

Fica claro, portanto, que é dever do Estado em promover uma velhice saudável e combater os impactos negativos disso. Cabe ao Ministério da Saúde, o Ministério da Educação e da Economia, em parceiras público-privadas, promoverem políticas de reinserção da população idosa no mercado de trabalho, e na área educacional através de incentivos fiscais para empresas, como também um aumento significativo dos investimentos na saúde pública. Além disso, as universidades públicas devem oferecer cursos gratuitos de tecnologia para combater a exclusão digital. Dessa forma, o déficit previdenciário irá diminuir, a qualidade de vida dessa parcela da população melhorará e as “Graces e Franks” das próximas gerações terão menos desafios na melhor idade.