Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 10/12/2020

Ao afirmar em sua célebre canção, “O Tempo não Pára”, o cantor e compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois os impactos do envelhecimento da população é um problema que está ocorrendo na atualidade. Prova disso é que em 1940 os números de cidadãos jovens eram significativamente maiores que o total de idosos, o que é equivalente ao contrário do cenário hodierno. Desse modo, na contemporaneidade, a cada década as dificuldades aumentam, seja pelo desequilíbrio na previdência, seja pela taxa de natalidade.

Deve-se destacar, de início, a discordância na aposentadoria como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra “Contrato social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se no Brasil, que o envelhecimento populacional rompe com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que houve discrepância na pirâmide etária ao longo dos anos, visto que segue a tendência mundial de estreitamento da base (menos crianças e jovens) e alargamento do corpo e topo (adultos e idosos respectivamente). Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025, o país será o sexto do mundo com maior número de idosos. Para que as contas da previdência estejam em equilíbrio, é necessário que haja um número maior de trabalhadores que contribuintes em relação ao número de beneficiários na previdência.

Assim, é imprescindível ressaltar o declínio na taxa de natalidade. No decorrer da formação do Estado brasileiro, envelhecimento dos indivíduos se faz presente durante todo o processo. Deste modo, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil já que com a queda na taxa de natalidade a quantidade de idosos aumentam e de jovens não segue o mesmo ritmo, visto que, segundo o Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir de 2039, haverá mais idosos que crianças no país. A relação entre a porcentagem da terceira idade e de adolescente, deve aumentar de 43,19% em 2020, para 173,47% em 2060. Diante disso, é preciso uma intervenção para que essa questão seja modificada com o propósito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.

Portanto, que algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, os indivíduos, por intermédio da iniciativa privada, devem investir na previdência privada – plano de aposentadoria independente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) –. Nesse sentido, a finalidade de tal ação é que a população consiga a aposentadoria já que, em 2050, o Brasil terá mais beneficiários que contribuintes de acordo com dados da Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), colocando assim a aposentadoria em risco. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, de fato, conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.