Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 15/12/2020
Compreendida como a fase de maior experiência de um indivíduo, o envelhecimento é um curso natural da vida, que vem crescendo expressivamente em diversos países do globo, bem como no Brasil. Esse aumento da expectativa de vida se deve, especialmente, à melhoria das condições médico-sanitárias e ao maior acesso às informações. Contudo, apesar de a Organização das Nações Unidas (ONU) considerar o ato de envelhecer como uma das maiores conquistas no processo de humanização, fatores negativos são trazidos à sociedade em decorrência do envelhecimento.
Nesse contexto, destaca-se como um dos motivos potencializadores do rápido envelhecimento no Brasil a evolução da capacidade médico-sanitárias e, logo, da saúde da população, favorecendo, desse modo, a redução da taxa de mortalidade nacional. Essa melhoria está associada, em partes, à revolução industrial, sobretudo, a segunda, a qual promoveu o desenvolvimento tecnocientífico no estudo de doenças e de medicamentos para tratar eventuais enfermidades. Além disso, o processo de urbanização brasileiro, ou seja o crescimento urbano com o recebimento de indivíduos, é outro fator que contribui ao ato de envelhecer. Como nas cidades, o acesso à informação é maior, os habitantes dessa área passam, então, a ter conhecimento sobre variados assuntos, inclusive, os da saúde. Dessa forma, os cidadãos têm uma maior atenção às possíveis mudanças psíquico-físicas dos seus corpos.
Entretanto, embora o aumento do número de idosos demonstre um avanço da saúde brasileira, o envelhecimento acelerado gera impactos negativos à sociedade. Entre as consequências desse processo, há o crescimento dos dependentes e a redução da população economicamente ativa (PEA), responsável por sustentar crianças e idosos. Desta maneira, em médio prazo, haverão problemas econômicos no Brasil, já que, com a diminuição da PEA, o Estado não possuirá renda suficiente para arcar com todas as despesas do grupo dependente. Partindo disso, em 2020, foi promulgada no Brasil a reforma da previdência, a qual aumenta o tempo de contribuição - de anos de trabalho - dos cidadãos. Ademais, com o envelhecimento, o sistema de saúde brasileiro tornar-se-á sobrecarregado, visto que os idosos, em geral, apresentam maiores disfunções crônicas, como a diabetes e a hipertensão. Sendo assim, essa faixa etária necessitará mais do uso dos recursos do complexo de sáude pátrio.
Portanto, objetivando mitigar os malefícios sociais do envelhecimento no Brasil, cabe ao Ministério da Saúde investir em programas de assitência ao idoso. Estes devem ser feitos por meio de parceria com especialistas da saúde, os quais auxiliaram os idosos na realização de atividades físicas e de uma alimentação saudável. Destarte, promoveria a prevenção de doenças crônicas, logo, evitaria a sobrecarga no sistema de saúde e garantiria o bem-estar na fase de maior experiência do indivíduo.