Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 17/12/2020

A Constituição de 88, em parceria com o Estatuto do Idoso, preconiza direitos essenciais à dignidade dessa faixa etária. Entretanto, na prática isso não acontece de fato, pois a cidadania desse grupo é constantemente ameaçada pela negligência do Estado e da sociedade. Ainda, a população brasileira está aumentando o envelhecimento e a falta de estruturas públicas inclusivas, somado à discriminação e violência com os idosos, tornam esse aumento um grave problema social. Além disso, é gerada uma sobrecarga no sistema previdenciário, podendo acarretar, também, problema econômico.

Em primeiro plano, o Brasil, apesar de possuir uma Constituição que garanta vantagens à população idosa, não a realiza corretamente. Tal situação é observada, explicitamente, com a falta de atuação de políticas públicas abrangentes de maneira efetiva para todos os idosos, como por exemplo, mais vagas no mercado de trabalho, incentivo a realização de  matrículas em universidade e apoio para que o idoso possa ser visto com uma pessoa independente, dentro dos seus limites. Somado a isso, existe, ainda, violência contra eles - segundo o G1 -, causado pela discriminação que muitas pessoas possuem em relação a esse grupo de pessoas com idade avançada, pressundo que não carecem de cuidados. Assim, o envelhevimento torna-se um intenso obstáculo social no país.

Cabe mencionar, em segundo plano, que, decorrente da baixa taxa de fecundidade, que acentou-se  nos último anos, o número da População Economicamente Ativa - PEA - diminuiu, enquanto que a População Economicamente Inativa - PEI - ampliou significamente, decorrente das melhores condições de vida e avanço da medicina - fonte do IBGE -. Nesse contexto, o jornal O Globo, afirma que a população brasileira está envelhecendo em um ritmo acelerado, essa situação preocupa o sistema previdenciário, dado que ele não está preparado para remunerar uma taxa elevada de idosos numa mesma vez. Ademais, com o descréscimo da PEA, o país perde, também, grande parte das pessoas que custeiam a Previdência Social, levando ela a obter saldo negativo com sua bolsa. Desse modo, com a falta de planejamento desse setor, pode ocorrer um grave problema econômico.

Infere-se, portanto, a necessidade de redução do impasse. Primeiramente, que o Estado, incentive e crie programas de inclusão do idoso na vida cotidiana e no mercado de trabalho, por meio de política de cotas específicas, para que essa faixa etária tenha sua inclusão garantida, diminuindo o preconceito e a pressão na Previdência Social - uma vez que, será ativo -. Ainda, ONGs, divulguem o contato para a população denunicar casos de agressão contra os idosos, mediante as mídias - para atingir vários indivíduos -, a fim de aumentar a proteção com esse grupo de pessoas. Logo, terão seus direitos utilizados, como preconiza a Constituição de 88 junto o Estatuto do Idoso, obtendo assim, dignidade.