Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 05/01/2021
“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto socialização, os impactos do envelhecimento na população brasileira funcionam como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a falta de incentivo e economia dificiente impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.
Em primeira análise, a diminuição da população economicamente ativa (PEA) mostra-se como um dos desafios oriundos da problemática. Nesse contexto, com o avanço da medicina, a expectativa de vida no país cresce constantemente, mudando a parcela social responsável pelos lucros que comandam a economia, como exemplo, os idosos que, de acordo com a revista “O Globo”, em 2080, serão a população dominante, o que hoje corresponde aos adultos até 60 anos. Nesse sentido, com o coletivo envelhecendo, devem surgir formas de integrá-los na PEA, uma vez que a realidade brasileira, hoje, não integra, segregando os “velhinhos” e os tornando dependentes de um familiar. Com isso, se a comunidade não permitir que as pessoas acima de 60 anos possam trabalhar - não desgastante -, no futuro, o território sofrerá com a baixa renda, uma economia prejudicada e a proliferação das gotas de sujeira no oceano sociável.
Em segunda análise, a falta de incentivo monetário com o sistema de saúde apresenta-se como outro fator que impossibilita a melhora da qualidade de vida. Segundo John Locke, na teoria do “contrato social”, todos os indivíduos têm direitos inalienáveis, por exemplo a saúde. Nessa fala, é perceptível a importância que o Sistema Público de Saúde (SUS) possui para a população, como é o caso dos idosos que dependem de cuidados médicos frequentes com qualidade, os quais não ocorrem em virtude da falta de atenção do governo em fornecer uma infraestrutura boa e sustentável. Nesse aspecto, quanto mais os brasileiros ficam velhos, mais é utilizada e degrada - falta de profissionais, de medicamentos e extensas filas de espera - essa ferramenta pública. Por isso, o direito proposto pelo filósofo só será verídico se o corpo político priorizar o bem-estar social mutável.
Portanto, medidas são necessárias para unir qualidade de vida e envelhecimento populacional. Por conseguinte, cabe à Escola promover cursos técnicos para idosos com o “slogan”: “Os velhinhos são o futuro”. Esse projeto pode ser feito por meio de aulas gratuitas, duas vezes por semana, ministradas por professores voluntários, a fim de incentivar a busca pelo aprendizado com a população mais velha, permitindo que eles possam ingressar em empregos após o término do curso, cedidos por empresas parceiras, resultando na inclusão dos “velhinhos” na PEA e, consequentemente, na economia do Brasil.