Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 04/01/2021
Apesar de ser um país emergente, o Brasil enfrenta um problema em comum com os países desenvolvidos: o envelhecimento populacional. Apesar de esse impasse ser nítido, poucas medidas de planejamento foram tomadas pelas autoridades brasileiras na busca da preparação do país nos campos estruturais e sociais. Nesse sentido, rever a situação social dessas pessoas é fundamental para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.
Em primeiro lugar, é válido destacar a deficiência do país no setor estrutural para atender a esse alto número de pessoas que estão terceira idade. Segundo pesquisa da BBC, o Brasil é um dos países que mais gasta em saúde e tem um dos piores índices de qualidade se tratando da falta de recursos humanos. Sob essa ótica, existe, no Brasil, um grave problema de saúde devido á má utilização dos recursos do Estado. No caso dos idosos, além da falta de geriatras, os atendimentos com idosos em hospitais públicos são agendados ou aguardados em filas enormes. Além disso, os atrasos salariais dos aposentados ou dependentes da previdência é outro grave problema, porque muitas dessas pessoas dependem exclusivamente dessa quantia para sustentar-se, assim como a falta periódica de remédios na Farmácia Popular que auxilia a população idosa.
Ademais, é importante frisar que, no país, os idosos ainda são tratados com descaso por grande parcela da população. Embora, em muitos países, tenham-se sido criados empregos, direitos diferenciados e atendimento especializado, no Brasil, até existem leis, porém nem sempre são cumpridas. Nesse contexto, essa situação se perpetua por conta da resistência das empresas brasileiras em aceitarem essas pessoas no próprio quadro de funcionários, porque além de cuidados especiais, há alegação de que o rendimento final é menor, o que torna essa justificativa preconceituosa. Dessa forma, o maior problema brasileiro é a falta de conscientização com os idosos, porque, ainda que o número de idosos seja de 13%, segundo a Organização Mundial da Saúde, até 2050 esse número triplicará, ou seja, o país terá quase a metade da sua população com mais de 60 anos.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Estado deve investir em recursos específicos para essa parcela da população, por meio de uma reforma na previdência, atendimento especializado em hospitais e criação de empregos nos quais seja benéfico para funcionário e empresa, a fim de que haja tratamento igual entre todas as parcelas da população e oportunidades iguais entre a população brasileira. Assim, os idosos poderão ter uma qualidade de vida de acordo com suas necessidades e o Brasil será um exemplo de planejamento nessa área social.