Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 11/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o envelhecimento da população brasileira apresenta sérios problemas, os quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da queda da taxa de natalidade, quanto da lenta implementação de ações voltadas à terceira idade. Diante dessa perspectiva, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, um fim do pleno funcionamento da sociedade.
A princípio, é evidente que o poder público falha ao cumprir seu papel como agente fornecedor de direitos mínimos, o que contribui para a persistência dos impactos causados pelo envelhecimento no Brasil. Nesse sentido, a Constituição Federal, promulgada em 1988, prevê em seu artigo 6º o direito a proteção à maternidade e à infância como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal fato demonstra-se como uma grande incoerência, pois na realidade, mesmo com esses direitos assegurados, muitos casais intencionados a oferecer um futuro melhor para seus filhos, não se sentem seguros finaceiramente para serem pais. Com isso, aumentando possibilidade de faltar jovens no mercado de trabalho, elevando assim, o custo da mão de obra e também os custos da previdência social e saúde.
Além disso, outro problema que contribui para os impactos do envelhecimento no Brasil é a lenta implementação de ações voltadas à terceira idade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025, o Brasil será o sexto do mundo com o maior número de idosos. Apesar da criação de políticas voltadas para essa camada da população, como o Estatuto do Idoso, instituído em 2003, a velocidade do envelhecimento tem superado a implementação de ações para oferecer melhores condições de vida à população idosa.
Portanto, medidas devem ser tomadas afim de resolver essa problemática. O Estado deve investir em campanhas que estimulem as pessoas a terem mais filhos e por meio do Ministério do Trabalho e da Economia criar novas oportunidades de emprego para que o brasileiros sintam a segurança que lhes falta. Ademais, urge que o Ministério Público, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humano, adjunto do Ministério da Educação, planeje e desenvolva políticas públicas já pré-determinadas pelo Estatuto, além de projetos nas escolas sobre a valorização e de como cuidar da forma certa desses idosos, com o intuito de tratar essa camada perfeitamente e salvaguardar os seus privilégios. Ações que se tomadas no presente, trarão muitos benefícios futuros.