Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 08/03/2021

A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar que durou de 1939 a 1945 e foi fundamental para o desenvolvimento da medicina com a invenção de medicamentos (sulfonamidas e penicilina) e aprimoramento de tratamentos (transfusões de sangue e cirurgias). A partir disso, os seres humanos usufruíram de técnicas médicas que garantiam desde o aumento da expectativa de vida, até a eficácia da contracepção. Entretanto, no contexto brasileiro contemporâneo, o envelhecimento da população configura um preocupante problema. Tal conjuntura é decorrente de altas faturas com previdência social e inacessibilidade urbana. Dessa forma, medidas são fundamentais para alterar essa realidade.

Em primeira análise, cabe pontuar que o processo hodierno de transição demográfica contribui para impactos econômicos futuros. Entre a década de 80 até os dias atuais, o Brasil vivencia um quadro de diminuição das taxas de mortalidade e de fecundidade que favorece o aumento do número de idosos e redução dos índices de reposição populacional. Nesse contexto, a razão de dependência entre adultos e idosos tende a ficar negativa, demandando do governo maiores gastos com pagamento de aposentadorias. Com efeito, a economia do país sofre prejuízos, impactando, principalmente, a produtividade e qualidade de vida da população economicamente ativa. Logo, urge discutir ações para minimizar essa situação.

Posteriormente, a escassa acessibilidade urbana intensifica os impactos acerca da população idosa. A urbanização brasileira, iniciada em 1950, ocorreu de forma rápida e desorganizada, refletindo no ineficiente planejamento de diversos centros urbanos. Em virtude disso, atualmente, as vias e espaços públicos comprometem a mobilidade, principalmente, de idosos que, devido ao aumento da expectativa de vida, representam uma parcela cada vez maior de cidadãos. Consequentemente, esse grupo de pessoas torna-se vulnerável a sofre acidentes nesses espaços ou deixa de frequentá-los. Dessa forma, é imprescindível a proposição de medidas para atenuar esse impasse.

Portanto, ao analisar as despesas com previdência social e a inacessibilidade de áreas públicas, observa-se a influência desses no entrave social, o que exige um plano de ações eficiente para amenizar o problema. Posto isso, compete ao Governo Federal instituir reformas para estabelecer o equilíbrio das contas da previdência social, por meio da taxação de grandes fortunas – assim como acontece na França, Espanha, entre outros países –, incentivo a entrada de mão de obra emigrante e aumento do tempo de contribuição, a fim de impedir que o envelhecimento dos brasileiros prejudique a economia do país. Ademais, cabe as prefeituras municipais, por intermédio de investimentos governamentais, realizar reformas públicas que garantam a acessibilidade.