Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 14/10/2021
A longevidade da população brasileira e a necessidade de planejamento do Estado sobre esse setor Segundo os dados da ONU a taxa de fecundidade da maioria dos países vem caindo, e espera-se que até o fim do século, o número de octogenários e centenários multiplique-se. Historicamente, o avanço do domínio humano sobre o meio e o incentivo às pesquisas na área da saúde têm aumentado a expectativa de vida da população mundial – em nações mais desenvolvidas com sete anos a mais do que as mais pobres – e diante das expectativas de novas aposentadorias, necessidades de planejamento da infraestrutura e melhorias no atendimento da saúde, o Brasil assim como outros países em desenvolvimento deverão se preparar para essa nova realidade.
Atualmente, com o aumento na expectativa de vida global (72,6 anos) algumas ressignificações acerca do idoso tem se tornado comuns, como a nova classificação da OMS (terceira e quarta idade) e a visão cada vez mais comum do idoso ativo na sociedade. No entanto, à medida que a população global, assim como a brasileira, caminham para o aumento da longevidade, o planejamento das cidades torna-se necessário. Em Santos (SP) e na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, que são as cidades mais envelhecidas do país, tem-se visto uma preocupação, nas últimas décadas, na ampliação de centros de apoio ao idoso, devido a tendência de crescimento desses números.
Nesse sentido, tem sido comum encontrar ao longo do Brasil as Instituições de Longa Permanência (ILPs), os Centros Dias, além de se constatar cada vez mais idosos no mercado de trabalho. Visto que a contínua modernização do homem e do meio - desde as melhorias nas condições de vida aos novos tratamentos médicos com as revoluções técnico-científicas – tem melhorado a qualidade de vida das pessoas acima de 60 anos. No entanto, a sociedade brasileira demanda, hoje, novas políticas de planejamento que incluam medidas de infraestrutura e ampliam a construção de centros de apoio multiprofissional, instruídos a partir do novo censo que estava programado para 2021.
Concluindo, é evidente que o aumento na porcentagem de idosos devido ao aumento da longevidade vem acompanhada da necessidade da construção de novos centros de apoio ao idoso, como os centros dias e os ILPs. Portanto, o governo federal junto ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão deve destinar verbas ao censo demográfico do IBGE de 2022. Para que, o poder público promova um planejamento junto a Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos (infraestrutura acessível), além do Ministério da Saúde (medicina da família) para a construção de novos centros dias e ILPs com capacidade de atender as regiões brasileiras de maneira mais homogênea e com corpo técnico multiprofissional em saúde e oficinas de arte.