Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 11/06/2021
Desde meados do século XIX, intensificou-se no mundo o estudo das causas das doenças e a partir de então, o avanço tecnológico na área médica vem possibilitando maior expectativa de vida populacional. Ademais, consequente aos novos padrões das sociedades contemporâneas, a taxa de fecundidade sofre quedas bruscas ano após ano e juntamente com o declínio da mortalidade resultam em uma população cada vez mais idosa. Entretanto, na contramão de países desenvolvidos, o Brasil sofre com a falta de investimento do Estado em medidas de adaptação à mudança etária social. Nesse sentido, cabe análise das principais causas e impactos desse envelhecimento para a população.
Aliado com os avanços na área da medicina, o surgimento de métodos contraceptivos promove a redução na taxa de fecundidade, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa taxa tem caído desde o século XX. Com essa queda na taxa de feculdidade, o envelhecimento da população, que é o aumento de idosos modificando a pirâmide etária do país em questão, provoca impactos na economia brasileira com a diminuição de mão de obra. Estima-se que em 2050 a população idosa aumente sua participação no mercado de trabalho em até 15 pontos percentuais, segundo o geógrafo brasileiro Ruy.
Em segunda análise, o envelhecimento da população impacta diversas áreas, como o setor da saúde. Anatomicamente, o corpo do idoso é frágil e não funciona como o de um adulto. Por essa razão, esse indivíduo tem tendência a possuir doenças relacionadas ao coração, à diabetes e aos ossos, além de doenças mentais como alzheimer. Desse modo, com o crescimento da população mais velha, é necessário um maior investimento na saúde pública brasileira. Além disso, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, a depressão tem se tornado mais comum em idosos, principalmente por causa do abandono familiar. Assim, é importante ressaltar a necessidade do cuidado relacionado à saúde mental dessas pessoas.
Infere-se que o aprimoramento da saúde pública voltada aos idosos é de suma importância. Portanto, cabe à Sociedade Brasileira de Geriatria, juntamente com o Ministério da Educação, fomentar o número de profissionais geriatras no Brasil, que corresponde a um valor baixo, por meio de palestras e disciplinas específicas sobre a relevância desse especialista no futuro da saúde brasileira nas faculdades de medicina, a fim de obter mais profissionais nessa área. Ademais, o Ministério da Saúde deve propor políticas de envelhecimento ativo e, por meio da divulgação midiática, estimular a prática de atividades físicas e terapêuticas que visem melhorar a saúde mental dessa população. Dessa forma, com o envelhecimento saudável, a longevidade se tornará um benefício.