Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 01/07/2021

Segundo pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), espera-se nos próximos vinte anos o aumento de 7,6% da população idosa no país, isso é, pessoas com 60 anos ou mais. Tal dado é reflexo, principalmente, das melhorias na saúde pública brasileira, que proporcionou o aumento da expectativa de vida. No entanto, apesar desses avanços positivos, esse crescente envelhecimento tem algumas consequências, em especial, aquelas ligadas a economia devido a ampliação dos gastos com a previdência e a medicina.

Sob esse viés, é importante destacar que, um dos problemas gerados pelo aumento da população dessa faixa etária são os gastos com aposentadoria. Isso acontece porque, de acordo com estudos geográficos, o Brasil, está passando por um processo de transição demográfica, na qual caracteriza-se por apresentar crescimento vegetativo negativo - que representa queda na taxa de natalidade. Nesse sentido, somado ao acelerado envelhecimento dos brasileiros e a diminuição de nacidos no país gera-se muitas despesas, isso porque, a PEI - população economicamente inativa-, representado em sua grande maioria por idosos, torna-se numericamente muito maior que a população de adultos ativos. Desse modo, conclui-se que essa transição moderna promove muitos custos, uma vez que a população empregada ser proporcionalmente menor que a de idosos.

Ademais, cabe ressaltar que, o aumento desses indíviduos tendem a impulsionar os gastos com a saúde. Isso se justifica porque, conforme o Ministério da Saúde (MS) quase 70% dos idosos no território nacional desenvolvem alguma doença, em sua maioria crônicas. Assim, depreende-se a necessidade de o Sistema Único de Saúde (SUS) estar preparado para atender esses pacientes de forma eficiente, haja vista a existência da Lei 8080, que tem como um dos seus princípios a equidade, isso é, dar prioridade aos grupos vulneráveis, entre eles a população acima de 60 anos.

Em suma, urge a necessidade de medidas que combatam os impasses gerados com o envelhecimento brasileiro. Portanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC) em parceria com empresas recrutadoras a criação de projetos em escolas - públicas e privadas-, que profissionalize e amplie o currículo dos estudantes, a fim de tornar a mão de obra de adultos mais qualificada. Para isso espera-se a inserção desses menores aprendizes por essas instituições privadas, uma vez que a experiência influência no salário. Assim, os gastos com os idosos não será tão desproporcional com adultos mais qualificados. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde a criação de progamas ligados prevenção de enfermidades entre essa população, principalmente crônicas, por meio de palestras com profissionais da saúde, a qual deve informar essa ações preventivas e seus benefícios para à saúde.