Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 07/07/2021

A medicina vem apresentando avanço em tratamento de doenças que, na antiguidade, poderiam induzir a morte. Motivada principalmente pela explosão da Segunda Guerra Mundial, no século XX, tais avanços benéficos a população trazem, nas entrelinhas, complicações sociais e economicas, como a crise nas políticas de previdência social e um aumento preocupante no desemprego, frutos do avanço da expectativa de vida.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o envelhecimento populacional representa um risco aos cofres públicos brasileiros, visto que essas pessoas, anteriormente ativas na economia, tornam-se dependentes do estado para a obtenção de sustento, por consequência de estarem sem condições de vender, no mercado de trabalho, sua mão de obra, devido a complicações, geralmente, na saúde e dificuldade de aprendizado. Com isso, surge um prejuízo no momento em que é pago pela previdência social um valor superior ao coletado do cidadão correspondente, como afirmou Paulo Guedes em 2019, ao divulgar que o déficit no ano fecharia em R$80 bilhões.

Ademais, está atrelado ao aumento populacional de idosos, o avanço no índice de desemprego, que já atinge 14,8 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), devido ao fato de que as indústrias e o comércio empregam exigências desafiadoras e inovadoras constantemente, e o crescente grupo apresenta maior dificuldade de adaptação as novas tecnologias, por exemplo. Segundo o Facebook, maior rede social existente, a grande parte dos usuários ativos é jovem, e muitas empresas contratantes atualmente realizam uma análise no perfil do pretendente a vaga, o que resulta, com a redução da população economicamente ativa, na diminuição das contratações.

Urge que invista, portanto, o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Educação e Economia, em campanhas, nas mídias e internet, que estimulem e ensinem a entrada dos mais velhos ao meio digital, para que seja facilitada a inserção dessas pessoas novamente na economia. Além disso, é necessário que seja realizada uma reforma na previdência, sem desconsiderar a qualidade de vida dos atingidos, mas que garanta diminuição no déficit que atinge a economia atualmente. Com tais medidas, a população tende a um envelhecimento financeiramente justo e mais conectado, com menos desemprego e prejuízo aos cofres públicos.