Impactos do envelhecimento da população brasileira
Enviada em 29/07/2021
No filme “Viva - A vida é uma festa”, nota-se como as pessoas da comunidade em que se passa a animação enxergam os idosos. Nesse sentido, evidencia-se os sentimentos de desprezo, falta de empatia, negação e esquecimento com esse público. Assim como é mostrado na obra, no Brasil, o envelhecimento da população geralmente é visualizado como maléfico. Embora os avanços da medicina e da ciência contribuirem para o aumento da expectativa de vida, ou seja, maior envelhecimento dos indivíduos, o Estado e a sociedade devem garantir a inclusão política e social dos idosos no contexto nacional.
Nessa perspectiva, segundo o filósofo inglês John Lock, no seu conceito de “contrato social”, é obrigação do governo garantir aos cidadãos o direito à propriedade, à vida e à liberdade, pois quando os governantes são escolhidos pelos eleitores, é feito um acordo entre ambos. Nesse prisma, é fato que os órgãos governamentais são ineficazes, uma vez que há uma ausência de estruturas em hospitais, assim como o não comprimento do Estatuto do Idoso. Logo, é indiscutível que a falta de comprometimento com os mais velhos vai de contraste com a isonomia pregada pela Constituição Federal de 1988.
Ademais, de acordo com o artista expressionista Edvard Munch, na sua tela “Ansiedade”, percebe-se o sentimento de dor, sofrimento, depressão, angústia e abandono. Analogamente à obra, a terceira idade carece de cuidados mentais quando é negligenciada pela sociedade. Desse modo, é certo que a população deve contribuir para a inclusão dos idosos.
Portanto, é necessário promover a reinserção das pessoas com idade avançada na estrutura social. Por meio da pressão popular organizada sobre o poder Executivo e Judiciário, haja vista que são poderes que visam a redução dessa problemática, devem cumprir o Estatuto do Idoso, especialmente no que tange aos direitos básicos, como saúde, moradia e transporte. Dessa maneira, o retrato de Munch não representará os mais velhos no contexto nacional.