Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 02/09/2021

Durante o século XX até meados do século XXI, o formato da tradicional família brasileira era ter muitos herdeiros, ser sinônimo de casa cheia, sendo sete a quinze filhos por casal. Hodiernamente, os casais não têm focado nesse âmbito, uma vez que a carreira acadêmica e profissional se tornaram prioridade, ter filhos poderia dificultar na realização desse objetivo, cessando a construção de uma família, dos seus interesses. Portanto, é mister focar no envelhecimento da população brasileira e os impactos econômicos e sociais que podem ser gerados.

É inegável ressaltar a forma como o custo alimentício aumentou a cada ano desproporcionalmente ao ajuste do salário mínimo; a hostilidade para encontrar um emprego que possua boa remuneração – visto que, com a família crescendo, apenas um poderia trabalhar para proporcionar sustento, enquanto o parceiro dá suporte aos filhos – e a dificuldade de conseguir uma moradia que atenda a todos, motivaram a desconstrução ao longo dos últimos anos, da antiga tradição de formar uma grande família.

Em consequência disso, o número de habitantes do país pode cair consideravelmente no futuro, dada a população idosa ficar em maior escala do que a jovem, o que afirma a pirâmide etária de 2020 disponibilizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que apresentou uma redução da base (jovens) e um encorpamento do meio da estrutura etária (adultos), mostrando que a idade mediana subiu para 33,5 anos, concluindo a rapidez do processo. Outra questão é o desconto salarial destinado à Previdência Social que atualmente gira em torno de 10% do salário total, mas que tende a aumentar cada vez mais, desfalcando a economia e podendo alongar o tempo de contribuição da população mais nova, a fim de conseguir atender a todos os aposentados.

Diante de tais problemáticas, é necessário um meio que solucione os impactos do envelhecimento da população brasileira, para isso, o Ministério da Economia em comunhão ao SUS (Sistema Único de Saúde), devem propor um incentivo aos casais para que formem uma família, oferecendo recursos financeiros e essenciais, como fraldas, remédios, produtos lácteos para o bebê, uma boa escola e material escolar durante os primeiros 7 anos da criança, assim, ajudando a família com recursos necessários e muitas vezes de custos financeiramente altos. Paralelamente, o Ministério da Previdência Social, pode beneficiar o casal com descontos mensais menores no salário, de acordo com o número de filhos registrados que venham a ter, considerando que esses filhos podem produzir no futuro, a fim de deixar a renda líquida do casal exclusiva para o sustento da família. Deste modo, será possível adiar e resolver futuros problemas que a população viria a enfrentar.