Impactos do envelhecimento da população brasileira

Enviada em 04/11/2022

Com os avanços no campo da medicina é possível encontrar o aumento da expectativa de vida dentro das comunidades, incluindo o panorama verde e amarelo, como exemplo pode se citar o Japão, que segundo dados do site “Terra”, japoneses podem viver facilmente até os 84 anos. Todavia, o envelhecimento ativo no Brasil não tem sido vivido com dignidade e apresenta diversos desafios em seu processo. Entre os principais empecilhos para a garantia do envelhecimento sumo encontram-se a exclusão social e a ausência de mobilidade urbana.

Em primeiro plano, é necessário debater acerca da exclusão social no panorama de aumento da expectativa de vida brasileira. Na sociedade atual encontra-se a presença do individualismo, principalmente entre os jovens, tal conjuntura acaba afastando os idosos do dinamismo social e isso torna-se problemático porque enfatiza e impulsiona a exclusão social desse grupo, que se caracteriza, nesse aspecto, como uma minoria. Tais fatores ilustram exatamente as teses fundamente pelo filósofo Zygmunt Bauman em sua teoria de modernidade líquida. Para sintetizar é cabível afirmar a necessidade de reverter esse fenômeno superficial e solucionar o panorama causador de exclusão social desses indivíduos.

Em segundo plano, encontra-se a falta de mobilidade urbana como um dos agentes desafiantes nesse cenário de envelhecimento ativo. Por conseguinte, um exemplo claro dessa falha urbana são a ausência de rampas para o melhoramento da locomoção desses idoso, a gama super limitada de assentos disponíveis para esses cidadãos dentro dos transportes públicos, a carência de políticas públicas direcionadas a saúde desses indivíduos. Visto isso, tais exemplos são desafiantes, logicamente, pois impedem uma parte menos ativa, mas ainda, sim, com necessidades básicas de obterem uma vida e rotina dignas.

Portanto, é necessário tomar medidas com o objetivo final de solucionar esses desafios. Por isso, deve o Estado, levando em consideração seu papel de máquina administrativa, dirigir seus recursos para a mobilidade urbana voltada aos idosos e consequentemente a exclusão deles, por meio de uma parceria com o corpo social e órgãos governamentais, a fim de solucionar a exclusão dessa minoria dentro da sociedade e proporcionar a conclusão plena de atividade rotineiras.