Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 13/08/2020
Em “Up: Altas Aventuras” retrata a história de um senhor que após a morte de sua esposa, isolou-se do mundo, permanecendo a maior parte do tempo dentro de sua casa e sem contato com o mundo exterior. Para além da ficção, em meio a uma pandemia com idosos dentro do grupo de risco, estes, estão sendo forçados a se isolarem. Implantada a quarentena pelo bem de sua saúde física, acabam por sofrer impactos em sua saúde mental. Em contradição ao incentivo ao idoso para que o mesmo assuma lugares importantes na sociedade, a introdução da quarentena viabiliza o surgimento de doenças psicomossomáticas e o princípio do sentimento de abandono.
Há anos que o Brasil em pequenos passos tenta por meio de incentivo público estimular a saída de idosos de suas casas por meio de políticas para o bem-estar, lazer e transporte. Em São Paulo existe o programa “SP Amigo do Idoso”. Por meio deste programa, pôde ser criada uma lei que dá direito às pessoas que possuem idade acima de 60 anos ao transporte rodoviário gratuito. Contudo, devido ao cenário pandêmico, os idosos que se apropriaram dos seus direitos, tiveram que abandonar sua rotina. A interrupção do cotidiano e o firmar da quarentena pode causar um impacto desmedido na saúde mental dos idosos e possibilita o surgimento de ansiedade e depressão.
Esse quadro acima torna-se ainda mais grave ao considerar possível a diminuição da imunidade e maior suscetibilidade à adquirir doenças. De acordo com uma pesquisa realizada na Universade Estadual do Rio de Janeiro, o número de pessoas com ansiedade e depressão durante a quarentena aumentaram de 8,7% para 14,9% e de 4,2% para 8,0%, respectivamente. À medida que isso acontece, durante um isolamento com idosos, é de suma importância que aqueles que trabalham e precisam sair de casa, inclusive, familiares, evitem ao máximo o contato. Essa saída repentina do ciclo social de amigos e familiares causam sentimentos de abandono. Essa perspectiva também desencadeia situações perigosas como rejeição de tratamento médico por estarem sem nenhuma supervisão.
Por essa conjuntura, é necessário medidas para reprimir os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena. A família e amigos do idoso deve por meio da tecnologia efetuar contato diariamente e distraí-lo com brincadeiras e conversas, também, evitar ao máximo potencializar a situação pandêmica que se encontram. Ao ver-se necessário um acompanhamento psicológico, deve incentivar e contactar um profissional. Além disso, deve ocorrer a criação de um programa pelo Ministério da Saúde em combate às consequencias da pandemia com a disponibilização de atendimento virtual gratuito e de fácil acesso com profissionais da saúde, sendo assim, os idosos não terão suas vidas negligenciadas ao tentar cuidar-se ao manter-se em casa.