Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 07/08/2020

Depressão, ansiedade, pânico. Diversas são as consequências da epidemia do Covid-19 (coronavírus) na faixa-etária idosa. O isolamento social, embora extremamente necessário, pode ser extremamente prejudicial a parcela populacional idosa, em que, na tentativa de se manter fora de risco, acaba por cortar laços afetivos. Tal desvantagem do período da quarentena deve-se ao já anterior fenômeno do estreitamento das relações sociais, em conjunto com a não prática de exercícios físicos e alimentação desbalanceada.

Primeiramente, a forte tendência ao isolamento social, acaba por deixar cidadãos da melhor idade em condição de solidão, uma vez que grande parte de tal parcela populacional não domina os artifícios tecnológicos. De acordo com o fenômeno da Modernidade Líquida, proposto pelo filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade moderna estaria cada vez mais objetificando pessoas e estreitando relações parentais, de forma à intensificar a forte recessão social no período de isolamento.

Outrossim, a falta de prática de atividades físicas em conjunto com ruins hábitos alimentares, acabam por tornar os idosos mais suscetíveis a determinadas doenças emocionais. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) ambas as práticas citadas anteriormente são potencializadoras de males como depressão e ansiedade.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. É de competência familiar amparar parente idosos no período de pandemia, por meio de instruções sobre o período de turbulência emocional, como, por exemplo, hábitos alimentares e exercícios físicos. Dessa forma, pode-se reduzir os males correspondentes à doenças emocionais proporcionados pela epidemia do Covid-19, amparando os idosos de forma conveniente. Só então, será possível iniciar uma caminhada contra o problema social da Modernidade Líquida de Bauman.