Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 07/08/2020
O documentário “Abandono aos idosos: uma realidade despercebida”, realizado pelo PEC- Projeto Experimental em Comunicação, expõe a solidão em que os idosos são submetidos, tanto em casas de repouso quanto em suas próprias residências. Atualmente, devido ao novo contexto de pandemia pelo COVID-19, o isolamento social é o meio preventivo mais eficiente, haja vista que os idosos fazem parte do grupo de risco, os sentimentos de abandono, solidão e inutilidade se agravam. Devido à isso, a saúde mental dos idosos é comprometida, por meio da ansiedade e depressão, que é a causa de muitos suicídios entre a população idosa.
Primeiramente, o isolamento social está corrompendo o bem-estar dos anciãos, a solidão tende a ser vista como passageira ou até frescura, porém ela pode se agravar para quadros de ansiedade e depressão. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Brigham Young, ao comparar estatísticas de mortalidade, constatou-se que a solidão é tão prejudicial à saúde quanto fumar 15 cigarros por dia ou ser alcoólico. Sendo assim, é evidente que, em tempos de quarentena, a população idosa, por ser grupo de risco, é afetada severamente, tanto psicologicamente, quanto fisicamente.
Por conseguinte, o suicídio é uma consequência terrível que assola os idosos, principalmente em tempos de isolamento. Segundo pesquisas feitas por uma professora da Universidade Federal do Amazonas, constatou-se que 32,1% dos homens e 31,7% das mulheres se suicidaram e que o isolamento social é o maior fator por trás desse ato. Logo, é visível as consequências negativas que esse distanciamento pode causar aos mais velhos.
Portanto, faz-se necessário medidas para resolver os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos. Urge, então, que o Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Educação, crie programas de interação entre idosos e alunos, por meio midiático, utilizando jogos de fácil compreensão, leitura de livros, e vídeo chamada, tudo isso será feito pelos jovens para os idosos, a fim de promover acolhimento e empatia. Dessa forma, a população idosa não se sentirá abandonada e terá forças para continuar a lutar. Só então, a sociedade estará preparada para lidar com a saúde mental e física dos mais velhos.