Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 07/08/2020

A solidão é um sentimento doloroso e angustiante, onde o indivíduo se sente desacompanhado e sem apoio, muitas vezes causadas pela falta de laços afetivos e isolamento, que pode acometer qualquer indivíduo pertencente a qualquer faixa-etária. No entanto, em um período onde o mundo se encontra em meio a uma pandemia, causada pelo vírus COVID-19, constatamos um aumento do impacto negativo na saúde mental da parte idosa da população, grupo de maior risco, e que necessitam de regras de isolamento e distanciamento social mais severas.

Nesse grupo de faixa-etária, mesmo antes da pandemia e isolamento social, já havia um número elevado de casos de depressão e solidão, principalmente nos indivíduos institucionalizados. Este último, além de enfrentar os questionamentos e incertezas do futuro, ter sempre que lidar com a ideia da morte num futuro próximo, tanto sua como dos seus entes queridos, também sofrem muitas vezes com o descaso da família e despreparo e falta de empatia dos profissionais que prestam serviços nessas instituições. Agora com a situação que o mundo vive, muitos idosos estão sendo privados das poucas interações sociais rotineiras, do contato físico com entes queridos e até mesmo da liberdade de sairem de suas casas, e acabam por sentir o impacto em sua saúde mental, muitos assim sucumbindo à depressão.

Diante do exposto, é crucial que os familiares, amigos e prestadores de serviços de instituições que abrigam idosos, tenham uma atenção especial a eles nesse momento de mudança e incerteza, seja, na impossibilidade de contato físico, usando recursos eletrônicos ou outros meios para que esse sentimento de solidão seja atenuado, e para que o quadro não evolua para uma eventual depressão.

A pratica de atividades mesmo em casa, predominando a comunicação, já fará uma enorme diferença na vida desses idosos.