Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 08/08/2020

Em tempos de crise - seja econômica, sanitária e até mesmo bélica - o grupo mais prejudicado é o da terceira idade. Isto se deve a sua dependência em orgãos institucionais e familiares que são muito abalados nesses contextos. Com isso, a atenção ao bem-estar dos idosos durante a pandemia tem sido insuficiente.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que o abandono familiar, mesmo para aqueles que moram na mesma casa, é crescente. Por vezes o excesso de trabalho, tarefas escolares e preocupações com o mundo afora faz com que a atenção à saúde mental de um ente mais velho fique em segundo plano nas prioridades. Durante a pandemia a situação do idoso  em asilos também é precária, onde, segundo o jornal Folha de São Paulo registram a maior incidência de casos nessa faixa etária.

Além disso, a falta de políticas públicas direcionada ao bem estar social e à saúde do idoso durante o isolamento agrava o descaso com este público, pois, recursos antes direcionados para esses indivíduos não foram realocados em novas estratégias para lidar com o isolamento social.

É necessário, portanto, que o Ministério da Cidadania em conjunto com o Ministério da Saúde criem programas direcionando terapias online gratuitas para pessoas maiores de sessenta anos contando com o trabalho de profissionais contratados e voluntários para esta função. Não se deve descartar o apoio familiar para garantir a integridade física e psíquica de seus entes queridos. Com estas medidas, haverá um enfoque na prevenção de doenças psicossomáticas em tempos de incertezas como o vivenciado durante uma pandemia.