Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 06/04/2021
O portal G1 de notícias relatou, no primeiro trimestre do ano de 2020, a situação emocional de alguns idosos durante a pandemia do coronavírus. Nessa reportagem, foram exibidos as consequências da quarentena na saúde emocional e psicológica dos mais velhos: angústia, solidão e outros maless. Essa triste realidade nos leva a refletir sobre os impactos do isolamento social na vida dos idosos. Destarte, é imprescindível discutir que a negligência familiar e a ausência de assistência social para os idosos mais pobres são os principais fatores que potencializam esse problema.
Primeiramente, a ausência da família e, consequentemente, a falta de afeto fraterno maximizam os impactos psicológicos nos longevos em tempos de pouca convivência social. Sobre isso, o sociólogo Émile Durkheim discute que a instituição familiar é o primeiro agente de socialização do indivíduo, ou seja, é a principal responsável por fornecer instrução e apoio emocional a todos ao longo da vida. Entende-se, logo, que os idosos sem a presença de entes queridos, durante a quarentena, sofrem ainda mais com a escassez de interação interpessoal durante uma pandemia. Esse cenário problemático os expõe à ociosidade, ansiedade e depressão.
Ademais, é evidente que a falta de assistência social favorece os efeitos negativos do isolamento. Acerca disso, o filósofo Aristóteles afirma que o Estado é o principal agente provedor do bem comum. Portanto, ao analisar as atribuições do estado é possível afirmar que as secretarias de assistência social têm a função de zelar pelo bem estar dos idosos, principalmente durante um período turbulento na saúde, economia e demais áreas. Neste contexto, os residentes da terceira idade de bairros sem monitoramento público são os mais afetados pelas notícias ruins, fome e outros reflexos do surto de covid-19.
Por conseguinte, pode-se concluir que, a fim de minimizar os efeitos negativos do isolamento na vida dos idosos, é necessário que o Ministério da Saúde promova visitas dinâmicas e periódicas em bairros com altos índices de casos de coronavírus confirmados, por meio de financiamento público, associado a profissionais da psicologia contratados pelas secretarias municipais. Assim, será possível garantir mais vitalidade e bem estar para toda a população de idade avançada.