Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 08/08/2020

A virada do milênio foi um dos episódios de extremas incertezas e medos do que poderia acontecer caso as profecias do alquimista Nostradamus se concretizassem. Comparado a isso, o Coronavírus trouxe diversas incertezas para o mundo globalizado, afetando principalmente os idosos, que precisam estar e isolamento constante por serem do grupo de risco. Diante desse fato, surge a necessidade do cuidado com a saúde mental dessas pessoas, visto que, a falta de contato humano gera inúmeros problemas e serve até mesmo de gatilho para a depressão.

A priori, a volta das atividades econômicas em algumas cidades têm aumentado ainda mais o isolamento dos idosos, sendo que muitos filhos nem podem visitar seus pais após o contato com outras pessoas. Segundo uma reportagem publicada no portal de notícias G1, mais de 57% dos idosos brasileiros se encontram em isolamento desde o início de março, tendo contato com seus familiares unicamente por meio de chamadas de vídeo e ligações. Esse cenário converge para o aumento dos casos de transtornos psicológicos nesse grupo de risco, sendo que a falta do contato tem sido o estopim para tais circunstâncias.

Outrossim, a falta de perspectivas da volta a normalidade contribui para o aumento nos atendimentos nos prontos-socorros, de casos relacionados a distúrbios de saúde mental em idosos, elevando os riscos desses contraírem o Coronavírus nesses ambientes. Dados do Ministério da saúde revelam que os atendimentos relacionados a esses transtornos aumentaram 87% em pessoas acima de 65 anos, sendo em grande maioria, pacientes do sexo feminino. Logo, esses fatos deixam claro que é preciso buscar meios para atenuar esses índices tão preocupantes.

Portanto, fica clara a necessidade de buscar soluções que corrijam essa problemática. Para isso, o Ministério da Saúde deve desenvolver campanhas a serem exibidas nos canais de TV, a qual traga informações da necessidade de monitoramento dos idosos quanto a qualquer indicio de distúrbios psicológicos, estimulando os familiares a terem um contato maior e gradativo com esse grupo que se encontra em isolamento por um maior tempo. Somado a isso, o Ministério da Ciência e Tecnologia pode desenvolver um aplicativo no qual seja possível cadastrar psicólogos recém formados, que possam atuar voluntariedade, por chamadas de vídeo, no acompanhamento dessas pessoas com mais de 65 anos que possam ter trastorno de ansiedade, por exemplo, evitando que esse se desloque para o pronto-atendimento e seja invectado por esse vírus. Com isso será possível amenizar esse cenário preocupante.