Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 09/08/2020

A série televisiva norte-americana ‘’Grace and Frankie’’ aborda sobre a vida de 2 mulheres da 3ª idade. Em meio a isso, Grace e Frankie moram juntas e passam por inúmeros impasses, como enfermidades. Embora tal narrativa seja ficcional, no Brasil, a questão da saúde mental dos idosos têm sido discutida, na medida que a inadimplência governamental corrobora para problemática.

A primórdio, convém mencionar que há uma grande reincidência de casos de transtornos mentais. De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), desde o início da quarentena, os casos de depressão dobraram. Nesse sentido, percebe-se que o isolamento social debilitou os idosos, visto que a maioria possuía uma rotina, como ir passear em parques ou ir fazer compras. Dessa forma, é preciso praticar o autocuidado para melhorar a realidade.      Outrossim, vale ressaltar o descaso do Poder Público quanto à disposição mental dos indivíduos. Conforme prevê o Artigo 6 da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado assegurar o direito à saúde à população, sendo assim, entende-se que o Poder Executivo não cumpre a Constituição, visto que não há campanhas informativas ou programas de atendimento à comunidade neste atual cenário. Desse modo, é necessário elaborar projetos para zelar o bem-estar mental.

Diante dos fatos mencionados, destaca-se a necessidade de propor ações capazes de atenuar o empecilho da saúde mental. Nesse contexto, cabe ao Poder Estatal, em parceria com o Ministério da Saúde, criar uma rede de ouvidoria que servirá para orientar e auxiliar com psicólogos o autocuidado, por meio de verbas governamentais, com o intuito de zelar a segurança. Dessarte, espera-se, com essa medida, que o grupo social seja mais saudável e feliz como Grace e Frankie.