Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 26/08/2020

No ano de 1918, cerca de 50 milhões de pessoas morreram decorrente ao que foi uma das maiores pandemias já atingiu a humanidade, a Gripe Espanhola. Hodiernamente, devido ao surto pandêmico do COVID-19 iniciado no final de 2019 tem feito necessário o isolamento social para a diminuição da propagação viral. Nesse ínterim, devido ao distanciamento social, idosos sofrem efeitos nocivos pela falta de interação social que tem como consequência impactos na saúde mental.

Em primeiro plano, é válido analisar a falta de interação social durante a quarentena. Nessa lógica, é sabido que os indivíduos da terceira idade se encontram no grupo de risco - conforme o Ministério da Saúde. Sendo assim, faz-se necessário que tal grupo se isolem de forma mais rigorosa, não tendo contato direto com os amigos e familiares. Por consequência, muitos se sentem solitários e estão mais propensos a terem transtornos mentais.

Outrossim, é oportuno salientar o aumento dos casos de depressão durante a quarentena. Nesse sentido, em uma pesquisa realizada pelo professor Alberto Figueiredo, os casos de depressão entre as pessoas de terceira idade aumentaram em 8% durante a quarentena. Dessa forma, nota-se que o distanciamento social contribui de maneira direta na ocorrência de problemas psíquicos de tal grupo.

Dessarte, é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Para a resolução do impasse, urge que o Governo Federal, por meio de verbas governamentais, desenvolvam campanhas publicitárias a serem propagadas nas vias midiáticas, que conscientize as pessoas a respeito do importante apoio familiar durante a quarentena. Desse modo, a realidade vivida em 1918 não se fará tangível e os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena se distanciaram da realidade.