Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 11/08/2020

Com a pandemia do novo coronavírus, o isolamento social se fez essencial contra o contágio deste vírus que já infectou milhões de pessoas por todo mundo. E as consequências de, não somente vivenciar momentos de incertezas e riscos, mas também o distanciamento de pessoas e atividades que costumavam ser cotidianas, está afetando a saúde mental da população, principalmente da população idosa.

Além do fato de serem mais propícios à casos sérios da doença, a perda do contato com familiares, para o bem dos mesmos, idosos com a saúde mental já mais delicada, razão pela qual houveram tantas atividades voltadas para essa faixa etária incentivadas pelo governo, acabam se sentindo abandonados e excluídos, afetando seu bem-estar psicológico ainda mais.

Estudos feitos por todo o mundo, como o da UERJ no Brasil, indicam que os índices de distúrbios psicológicos como depressão e ansiedade aumentaram absurdamente durante a quarentena. Solidão e tentativa de uma proatividade incomum na vida das pessoas, tão vendida pela mídia como algo positivo, são alguns dos motivos que causam frustração e ainda mais ansiedade.

Portanto, é necessário que os familiares se mantenham em contato constante com os idosos, por meio de ligações ou vídeo-chamadas, diminuindo o sentimento de solidão, e ainda sim os mantendo seguros. Já é comprovado por meio de estudos citados anteriormente, a eficacia de psicoterapias tanto para idosos como para a população no geral, o que também pode ser um apoio para pessoas mais afetadas pelo distanciamento social.