Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 10/08/2020
Clóvis de Barros Filho, jornalista brasileiro, afirma em uma de suas palestras que “ética é a arte da convivência”. Além disso, o pensador ainda descreve a importância das relações afetivas para o desenvolvimento da sociedade. No entanto, os contratempos ocasionado pelo coronavírus - pandemia que torna-se antagônica à solução-, contribui para o retrocesso dos argumentos de Clóvis, já que a população idosa é agente preponderante no que se refere às negatividades psicológicas durante o isolamento social. Nesse sentido, a precariedade condizente à socialização e à intensificação do sedentarismo afetam a população idosa e reforça o congestionamento do aprimoramento ético.
Em primeiro plano, Luiz Felipe Pondé, filósofo brasileiro, descreve que a solidão tornou-se um vício na contemporaneidade, pois com o aumento do aparato tecnológico ocorreu a facilitação do relacionamento emotivo e, assim, o indivíduo conclui que a própria exclusão do meio social auxilia-lo em seu crescimento social. Nesse seguimento, a relação da saúde mental dos idosos no período de reclusão social torna-se problemática no pensamento de Luiz, posto que a utilização exorbitante do campo digital para efetivar interações sociais corrobora para o surgimento de vícios tecnológicos e, logo, contribui para o surgimento de adversidades psíquicas. Desse modo, é crucial o desenvolvimento de programas que dão assistência aos idosos a fim de reduzir os impactos retrógrados.
Outrossim, o sedentarismo influencia ao aumento de problemas - principalmente em idosos- durante o afastamento social. Sob esse viés, a relação física está intimamente ligada a condição mental, tal fato é demonstrado na literatura romana do poeta Juvenal, o qual aponta " mente sã, corpo são", referindo-se, de maneira análoga, às condições diretamente proporcionais entre corpo e psicológico. Dessa forma, o sedentarismo corrobora para a contraproducente situação de contratempos mentais em idosos, visto que são impossibilitados de efetuar a prática da saúde física e, dessa maneira, prejudicando também a qualidade cerebral. Portanto, é evidente que seja criado políticas públicas que auxiliam essa população a reduzir os efeitos problemáticos.
Dessarte, é imprescindível que o Ministério da Saúde e governos estaduais, por meio de verbas da união, garantem o aperfeiçoamento de atendimentos psicológicos a idosos, oferecendo, também, o acesso em redes sociais - para mais, distribuindo cartilhas digitais sobre o cuidado alimentar e físico durante o período de confinamento. Ademais, os governos estaduais devem disponibilizar aulas virtuais - em programa televisivos - sobre o desenvolvimento corporal e cerebral para subtrair o surgimento de doenças como a ansiedade e depressão, por exemplo. Nessa lógica, buscando retardar a situação e assegurar que a ética descrita por Clóvis terá êxito como crescimento social e democrático.