Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 16/08/2020
Infelizmente a sociedade enfrenta uma batalha sanitária contra um agente patológico conhecido como COVID-19. Trata-se de um vírus do tipo SARS agressivo, que afeta as vias respiratórias e possui altos índices de letalidade em determinados grupos. Desse modo, medidas de isolamento estão sendo adotadas com a finalidade de desacelerar o contágio do patógeno. Todavia, é notório que, há desafios que devem ser enfrentados, no que tange à garantia da saúde, principalmente a saúde dos idosos, que são o principal grupo de risco dessa doença, visto, que, em tempos de afastamento social eles são acometidos de formas variadas. Primeiramente, é importante destacar que a que a necessidade de estar inserido em um meio social e intrínseco do indivíduo. Aristóteles fundamenta a tese que “o homem é um animal social” dizendo que a união entre os homens é natural. Porém, em tempos de isolamento com laços sociais fragilizados e a mudança no estilo de vida, existem interferências na qualidade de vida desses idosos, sobretudo na sua saúde mental. Atualmente, diversos estudos avaliam o incremento dos índices de depressão durante a quarentena.
Sendo assim, as medidas de isolamento social causado pelo COVID-19 podem ser nocivas à saúde mental do idoso. A depressão é uma doença é conhecida por ser multifatorial, podendo ser desencadeada por diversos fatores. As mudanças na sua rotina, no seu círculo social ou mesmo no distanciamento de sua família levam ao aparecimento de novos casos dessa doença. Quando há um descontrole emocional e uma perda de suas interações sociais haverá perda na qualidade de vida desse indivíduo.
Torna-se evidente, o impacto da pandemia na saúde mental pode ser prejudicial, especialmente no público mais velho, que é o mais atingido pelo isolamento, necessitando de mais atenção. Dessa maneira, conforme o artigo 196 da constituição federal, saúde e um direito de todos e um dever do estado, o impacto social desse patógeno deve ser intermediado pelo governo federal. Assim, faz-se necessária a atuação do estado na inclusão desses idoso em projetos multiprofissionais, por meios de equipes especializada de médicos, psicólogos, educadores físicos e assistentes sociais, para uma nova inclusão desses idosos, com a finalidade de tratar e prevenir possíveis casos de depressão nessa população.