Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 11/08/2020

A ascensão da globalização, no final do século XX, ampliou a integração socioespacial em nível global, de forma que as doenças virais passaram a se alastrar com maior facilidade. Nesse contexto, tal cenário possibilitou a uniformização de medidas sanitaristas no mundo, como a contenção do fluxo de pessoas em situações de pandemia, dada pela adoção do isolamento social. No entanto, há impactos no desenvolvimento de tais medidas no que diz respeito a população idosa do país, uma vez que estes são discriminados por serem grupos vulneráveis à doença que, por consequência, acarreta em severos danos na saúde mental dessa parcela da população.

Sob esse viés, pode-se apontar a discriminação dos mais velhos em casos de pandemia como uma das causas do problema. Nesse sentido, em um episódio do documentário “Explicando a Mente” é retratado o sofrimento da terceira idade por não serem compreendidos por seus filhos e netos, haja vista que são desprezados por eles. Em paralelo, essa realidade também é observada fora da ficção, posto que, por serem suscetíveis ao contágio da doença, seus familiares os mantém em isolamento social sem nenhuma informação do que está sendo feito, colocando os idosos em contextos desastrosos de abalo emocional. Desse modo, a persistência dessa atitude, permite a construção de impactos na saúde mental dos idosos durante o período de quarentena.

De outra parte, é preciso pontuar as consequências enfrentadas pelos mais velhos diante dessa conjuntura. A esse respeito, uma pesquisa divulgada pelo jornal Folha de São Paulo revela que os casos de depressão e suicídio dobraram no período de quarentena, sendo os idosos o grupo mais afetado. Apartir desse dado, é possível extrair conclusões pessimistas, pois as mudanças de hábitos, redução do contato físico e esquecimento dos mais velhos por um “cuidado”, gera uma sobrecarga de emoções nestes indivíduos, não conseguindo lidar com este cenário se entregam as doenças. Dessa forma, contribuindo para os casos agravantes de depressão, transtornos mentais e consequentemente um fim atroz.

Portanto, torna-se imprescindível a adoção de medidas que amenizem tal quadro. Acerca disso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas midiáticas e televisivas, as quais elucidem a importância do contato com os idosos no período de isolamento social, através de conversas antigas, jogos de tabuleiro e atividades físicas com os velhinhos,  objetivando  manter um contato ativo mesmo em contextos difíceis, garantindo assim, que a população idosa não se sinta esquecida e não dê oportunidade para doenças psicológicas e pensamentos suicidas. Ademais, será possível manter a saúde mental dos idososos nesses períodos.