Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 11/08/2020

A Organização Mundial da Saúde decretou o isolamento social como forma de combater a COVID-19. Tal medida necessária provoca uma drástica mudança na rotina dos brasileiros, principalmente na dos idosos, grupo mais vulnerável frente a esse problema. Assim, a rotina repetitiva associada à distância dos familiares e a falta de apoio governametal podem levar ao desenvolvimento de transtornos psicológicos nessa parcela da sociedade.

Primeiramente, vale ressaltar que com a quarentena a rotina dos idosos se transformou radicalmente. Normalmente, as indicações médicas para eles envolvem a prática de atividades físicas ao ar livre, como a caminhada. Entretanto, com o distanciamento, as medidas são contrárias. Isso leva à monotonia diária em casa que, somada ao fato de que muitos desses idosos estão distantes de seus familiares, provoca o sentimento de solidão e agrava a saúde mental deles. Para o filósofo Aristóteles o homem é um animal politico e que precisa viver em sociedade. Contudo, sua máxima não se concretiza inteiramente nesse contexto de crise, sendo então necessária a adoção de medidas alternativas e criativas para o impasse.

Segundamente, a negligência governamental é outro fator que contribui com o imbróglio. Conforme foi dito pelo positivista August Comt, “É necessário ver para prever e prever par prover”. Nesse sentido, o Estado tem o papel de analisar, solidária e coerentemente, a atual situação dos idosos no Brasil para que seja possível prever as consequências desse problema, e assim, prover medidas que os evitem e contribuam para o bem-estar desse grupo. Entretanto, o que se percebe é a inércia do governo frente a essa questão, contrubuindo, assim com o agravamento da situação. Assim, percebe-se a urgência de atitudes que solucionem essa questão.

Dessarte, para que seja possível seguir as recomendações da OMS, sem desenvolver mais problemas, é necessaria a atuação da instituções sociais.  A família, com seu papel de acolher e apoiar, deve atuar adotando maneiras alternativas e criativas de socializar com os seus anciãos como porpor que esse adiram as tecnologias para que se comuniquem sempre que possível por chamadas de video nos casos em que estejam separados, para conversar sobre assuntos que despertem o interesse desses. Aqueles que estiverem juntos na mesma casa enfrentanto essa crise, devem intensificar a relação com jogos conversas e brincadeiras, a fim de ajudar a distrair. O Estado, por sua vez, deve agir propondo o apoio emocional seja por ligações realizadas por profissionais da saúde, seja por visitas domiciliares que sigam as recomendações de proteção e distanciamento. Assim, tornar-se-á mais facil para  os provectos enfrentar esse cenário devastador.