Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 13/08/2020
“O futuro pertence àqueles que se preparam hoje para ele.” A máxima do ativista norte-americano Malcolm X reflete o óbice do isolamento social na saúde mental dos idosos, durante a quarentena, no Brasil hodierno. Tal conjuntura deve-se à condição de risco e, além disso, à distância de moradia dos familiares. Destarte, urge, no âmbito atual, a adoção de medidas, por parte do Estado, a fim de reverter as mazelas oriundas desse problema.
Mormente, é válido salientar a divisão em grupo de risco como fator corroborante dessa chaga social. Isso porque essa parcela, por apresentar idade mais avançada, possui maior chances de contrair o vírus que impulsionou a quarentena. Dessa forma, por serem privados de suas atividades habituais, como sair para compras, os idosos se sentem, em sua maioria, improdutivos. Com isso, toda essa nova carga emocional pode causar ansiedade e, até mesmo, depressão, fato apresentado pela OMS, em vídeos ilustrativos que elucidam como a família pode evitar tais problemas e ajudar.
Concomitantemente, ressalta-se que a longitude das residências dos familiares atua, de forma perniciosa, nesse contexto. Sob tal óptica, sabe-se que é comum a ajuda dos parentes aos mais velhos, para diversas atividades rotineiras, fato esse impossibilitado pelo isolamento social, atenuando, muitas vezes, o sentimento de solidão dos idosos. Dessa maneira, os meios digitais têm sido muito úteis, tanto para a realização de compromissos, quanto para a comunicação, sendo necessária a maior adoção dos idosos ao mundo virtual, como representa o comercial do Banco ITAÚ, com os mais velhos cada vez mais aderidos as atividades virtuais.
Dado o exposto, fica evidente a iminência de cessar a problemática em questão no País. Portanto, é mister que as famílias invistam em cuidados aos idosos, por meio de ligações diárias e incentivos a atividades mais saudáveis, de modo que eles se sintam seguros e acompanhados, de modo a evitar a sobrecarga emocional. Ademais, é imperiosa a ação estatal no que tange à informação dos mais velhos, mediante campanhas publicitárias que direcionem medidas seguras e ensinem como usar os serviços “online”, para que eles não saiam de casa.