Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 13/08/2020
Em março deste ano, a Organização Mundial da Saúde, OMS, decretou estado de pandemia por conda do novo coronavírus. Muitos governantes, temerosos com o avanço do vírus, implementaram medidas para o isolamento social. Apesar de eficaz contra a propagação virótica, o confinamento acarreta prejuízos à saúde mental da população. Os idosos são a parcela da população que mais sofre psicologicamente com o isolamento. Isso se dá por duas principais razões: falta de autonomia nas atividades do dia-a-dia e fragilidade financeira.
De início, vale ressaltar que, por conta do isolamento social, atividades como ir ao mercado tornaram-se desafios sanitários, haja visto a quantidade de protocolos a serem seguidos para a não contaminação pelo coronavírus. Assim, muitos idosos, por conta das dificuldades que têm em realizar atividades cotidianas, sentem-se um fardo para seus familiares, pois demandam muitos cuidados frequentemente, e desenvolvem sintomas depressivos causados pela culpa.
Além disso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a pandemia causou o fechamento de mais de um milhão de postos de trabalho em 2020. Com a piora da situação econômica, as famílias brasileiras contam com menos recursos para arcar com as despesas médicas próprias da terceira idade. Isso piora ainda mais a saúde mental dos idosos, pois veem seus familiares sacrificarem-se para comprar medicamentos.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para atenuar a situação. Para tanto, o Ministério da Economia deve implementar programa de majoramento das aposentadorias, que na maioria das vezes é igual a um salário mínimo, e garantia de aposentadorias àqueles que não possuem. Os recursos para tal programa podem ser obtidos através da taxação de grandes fortunas, prevista na Constituição. Dessarte, os idosos contarão, ao menos, com alguma segurança financeira e, certamente, terão menos problemas psicológicos.