Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 14/08/2020

Na Idade Média, com o advento da Peste Negra, houve uma deflagração de uma pandemia na Europa. Neste contexto, na sociedade hodierna, visualizasse o surto do novo coronavírus em todo o globo forçando as pessoas a ficarem em isolamento, como no passado. Essa razão, por isso, promove o debate sobre a questão da saúde mental, principalmente dos idosos, em quarentena.

É pertinente destacar que os seniores são grupo de risco na contemporânea pandemia e como recomendado pela OMS devem ficar em isolamento. No entanto, nota-se o aumento de casos de depressão e ansiedade ocasionadas pela mudança de rotina e relatos de solidão, como demonstrado nas pesquisas da UERJ. Tal fato, pode gerar o agravamento de doenças já existentes, visto que, com os idosos em isolamento não há o acompanhamento necessário para detectar novos casos clínicos físicos e psicológicos.

Sob esse viés, é notório destacar como a relação de afeto com os familiares interfere na saúde psicossomática, pois, assim como dizia João Guimarães Rosa:" Qualquer amor é um pouco de saúde". Ademais, mesmo com o apoio da tecnologia visando conectar as pessoas, muitos parentes não reservam tempo para conversar com seus anciãos e até mesmo os próprios não sabem fazer usufruto desses aparelhos tecnológicos. Desse modo, a incomunicação amplia a decadência da saúde mental.

Ante o exposto, fica evidente a importância do bem-estar psíquico no contexto do isolamento social. Dessarte, faz-se necessário uma medida do Ministério da Saúde em disponibilizar consultas gratuitas para idosos com terapeutas e psicólogos objetivando o diálogo e acompanhamento mental. Além disso, os meios midiáticos devem promover publicidade sobre o incentivo ao apoio aos idosos, reforçando o uso de videochamadas e contatos virtuais. Assim a o direito a saúde oferecido pelo Estado estará resguardado.