Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 16/08/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, com o prolongamento necessário da quarentena devido ao Covid-19, nota-se um crescente isolamento social que vem gerando impactos na saúde mental dos idosos, que são o principal grupo de risco vulnerável a desenvolver complicações dessa doença, impedindo de desfrutar desse direito universal a prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios seja encontrados a fim de resolver esse inercial problemática.
A educação é o fator principal do desenvolvimento de um país. Atualmente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contrate é claramente refletido no aumento de transtornos mentais em idosos. De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), na qual os índices de ansiedade e estresse tiveram um aumento de cerca de 80% durante a quarentena. Diante do exposto, o afastamento social inesperado tornou-se um problema para a saúde mental dos idosos, que deve ser reparada o quanto antes.
Faz-se mister, ainda, salientar a falta de interação social proveniente a esse distanciamento, como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a caracteristica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, o analfabetismo tecnológico dificulta esse público idoso de se relacionar virtualmente com as pessoas, estimulando a falta de socialização e o aumento da ansiedade.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar sessões de terapia mental, canais abertos que estimule a prática de exercicios fisicos em casa, propagandas informativas sobre a saúde metal e meios para o controle emocional. Nesse sentido o fito de tal ação é amenizar o sofrimento gerado pela falta do contato social. Somente assim, esse problema será, gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel O Pensador, “na mudança do presente a gente molda o futuro”.