Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 17/08/2020

Durante o século XIV, o continente europeu vivenciou uma das maiores pandemias mundiais com a Peste Bubônica, no entanto, as profilaxias utilizadas na época para evitar o contágio eram pouco eficientes por falta de conhecimento e tecnologias. Atualmente, os estudos voltados à pandemia do novo Corona Vírus visualizam a faixa etária dos idosos como a mais prejudicada dentre as outras, e devido a isso, são alvos de cuidados redobrados em relação ao isolamento social,  o que pode acarretar uma série de problemáticas psicológicas no cotidiano dos membros da terceira idade.

A priori, a Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta que o grupo dos idosos é o mais suscetível a  contrair doenças infecto-contagiosas de maneira letal. Isso ocorre devido a deficiência no sistema imunológico, ao uso de vacinas pouco eficazes na juventude e a fragilidade dos pulmões e mucosas. Por isso são necessárias profilaxias como, o uso constante de máscaras, o uso de álcool em gel nas mãos e principalmente o distanciamento social. No entanto, isso alterou de maneira significativa a rotina de idosos, que antes, podiam sair livremente de casa para realizar seus afazeres diários e hoje em dia estão impedidos por normas de segurança.

A posteriori, esse impedimento gera ansiedade e estresse neste grupo de risco, pois, devido a idade e outras mazelas decorridas durante toda a vida, torna-se difícil compreender a gravidade da situação. Segundo a psicóloga Luize Dantas o maior problema que alguns idosos enfrentam durante a quarentena é a solidão. A especialista afirma que muitas famílias vivem separadas de seus idosos e isso faz com que eles precisem realizar atividades necessárias por conta própria. Devido a isso, é comum que eles apresentem medo e preocupações, pois são alertados a todo momento de que podem sofrer grandes consequências com uma simples atitude de ir ao supermercado realizar as compras mensais. Outro fator que afeta os idosos em maioria, é a ausência de distrações em casa, e diferentemente dos jovens, eles possuem baixa afinidade com as tecnologias de multimídia e as redes sociais de comunicação. Por isso existe um grande impacto na saúde mental deste grupo durante a pandemia do Corona Vírus.

Portanto, é evidente que o isolamento social gera grandes problemas psicológicos ao maior grupo de risco. Logo, para reduzir essa problemática faz-se necessário que o Ministério da Saúde continue disseminando formas de profilaxia e oferecendo apoio integral aos idosos tanto no aspecto fisiológico quanto no psicológico e em adição, que as famílias evitem a saída de idosos para a realização de atividades cotidianas, a fim de promover maior eficiência nos cuidados e assim gerar confortabilidade a esta faixa etária durante tempos conflituosos de pandemia.