Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 27/08/2020
Doenças contagiosas com potencial pandêmico exigem a adoção da quarentena, isto é, um período de reclusão social com o objetivo de diminuir o número de pessoas contaminadas. Apesar de evitar um maior número de infectados, o isolamento social pode desencadear doenças psíquicas, como a ansiedade e a depressão.
Nesse ínterim, existem os grupos de risco, os quais precisam manter-se em total reclusão social. No caso da Covid-19, o grupo mais propenso à contaminação são os idosos e, ao mesmo tempo, representam o grupo que mais necessitam de interação social, seja com seus familiares, amigos ou frequentando grupos de idosos, onde praticam atividades físicas.
Conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dos 11,2 milhões de brasileiros que sofrem de depressão, os indivíduos entre 60 a 64 anos constituem 11,1% dos diagnosticados. Dessa forma, pode-se inferir que os efeitos da quarentena irão impactar gravamente na saúde mental dos idosos.
Dessa forma, deve-se intervir nesses efeitos negativos antes que a patologia se instale e normalize. Logo, cabe ao Ministério da Saúde lançar o programa “Mesmo de longe, estamos perto” com o intuito de auxiliar os idosos nesse momento cheio de incertezas. Em virtude do isolamento, o ideal é que os programas ajudem de longe, como por exemplo: dispor acompanhamento psicológico virtual ou por telefone; atrair voluntários para ensinar e amparar no uso da tecnologia para aproximar-se de seus familiares e amigos. Assim, por meio do estabelecimento de uma rotina saudável e do acompanhamento psicológico, espera-se que os efeitos negativos na saúde mental dos idosos seja menos impactante com a ajuda de tais fatores protetivos, trazendo mais felicidade em um período tão angustiante que é uma pandemia.