Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 18/08/2020

Vírus didático

A gripe espanhola (1918) provinda do vírus influenza causou aproximadamente cinquenta milhões de mortes. Nos dias de hoje temos um novo inimigo o covid-19 uma doença que afeta todas as faixas etárias, porém os idosos se encontram no grupo de risco e a única maneira de evitar o contágio é o isolamento social. No entanto, a solidão é um de seus efeitos colaterais que causam depressão e podem também agravar doenças pré-existentes.

Portanto, nesse cenário as pessoas se encontram fragilizadas e inseguras quanto ao futuro. Uma pesquisa feita pela UERJ ( Universidade do Estado do Rio de Janeiro) mostra que casos de depressão aumentaram em 90% durante a quarentena. Dito isso, a sensação de medo e não pertencimento apenas aumentaram, principalmente para os idosos.

Além disso, existem fatores que aumentam ainda mais a ansiedade, visto que, doenças como: diabetes, problemas neurológicos, obesidade entre outros, estão dentro do grupo de risco. Convém lembrar que uma grande parte da população brasileira sofre por algum desses problemas, inclusive se tornou mais uma preocupação na vida dos idosos.

Então, o apoio familiar se tornou indispensável para auxiliar o ‘‘vovô’’ e a ‘‘vovó’’ durante a quarentena, ações como: bater um papo, descontrair, assistir um bom programa de TV, fazer exercícios em casa para evitar o sedentarismo entre outros. Se a distância for uma barreira nada impede a utilização da tecnologia, fazer vídeo chamadas diariamente para assim amenizar a sensação de solidão, além de fortificar o laço familiar.

Sendo assim, nota-se que o isolamento social é um efeito colateral da solidão e em breve essa será só mais uma história estudada nos livros didáticos assim como a gripe espanhola.