Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 19/08/2020

Na obra “O grito” do pintor, Edvard Munch, revela um momento de profunda angústia e desespero vivido pelo ser humano. Consoante a obra, vários idosos tiveram o psicológico intensamente abalado no período de quarentena, resultando no aumento de casos de depressão e ansiedade. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A priori, no filme americano “UP- Altas Aventuras”, descreve a história de um senhor de idade avançada, chamado Fredricksen, que depois da morte de sua esposa, ficou profundamente amargurado e sozinho. Da mesma maneira parte da população de terceira idade se sentiu durante o período de isolamento social, com o impedimento de ver seus familiares. Ademais, de acordo com o blog de notícias, Portal do Envelhecimento, a depressão já era um transtorno frequente em idosos e com a pandemia é provável que esse número aumente. A posteriori, segundo o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, em sua obra Modernidade Líquida, diz que o homem contemporâneo vive um tempo de incertezas e falta de solidez nas relações. De maneira análoga, devido ao distanciamento social, as famílias deixaram de se encontrar e muitos perderam o contato com os parentes idosos, bem como, o medo de não saber quanto tempo esse período irá durar, intensifica sintomas de ansiedade. Logo, medidas são necessárias para resolver esse impasse, urge que a Receita Federal, destine uma parcela dos impostos arrecadados ao Ministério da Saúde (MS) para que possam contratar mais psicólogos e psiquiatras, para consultar idosos que indiquem sintomas de ansiedade e depressão, por ligações e chamadas de vídeo. Além disso, o Poder Público deve incentivar a mídia televisiva a comunicar sobre sintomas dos transtornos e também como procurar ajuda médica. Desse modo, a melhor idade conseguirá superar os impactos causados no período pandêmico.