Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 20/08/2020
A Carência por Socialização dos Idosos
O envelhecimento populacional é um fator mundial que afeta também o Brasil. Isso quer dizer que o país tem tido um crescimento no número de idosos e que, com isso, as necessidades desse grupo ficaram mais evidentes. Além disso, na atual pandemia, a carência por socialização dos mais velhos têm aumentado devido ao isolamento social, o que afeta diretamente sua saúde mental.
Primeiramente, é importante ressaltar que 69,4% dos mortos por COVID-19 até maio deste ano tinham mais de 60 anos, segundo o Ministério da Saúde. Ademais, devido ao isolamento social imposto para combater a disseminação do coronavírus, os idosos que, muitas vezes já não eram visitados regularmente, agora não recebem mais essa atenção. Outrossim, essa medida também impediu que as pessoas pudessem sair de suas moradias à lazer, limitando ainda mais suas opções de passatempo.
Além disso, o quadro fica ainda mais crítico quando ao considerar que é natural para as gerações anteriores ter dificuldade em se adaptar e utilizar novas tecnologias. Por isso, mesmo atividades que seriam possíveis de serem feitas dentro de suas casas, como jogar em um celular ou videogame, assistir a um filme ou vídeo na internet, ou navegar nas redes sociais se tornam um empecilho. Isso tudo torna mais fácil para os idosos desenvolver problemas que afetam sua saúde mental, reduzindo ainda mais sua perspectiva de sobrevivência.
Portanto, de acordo com os fatos supracitados, o Ministério da Saúde deve disponibilizar cursos online que ensinem a utilizar aparelhos eletrônicos para as casas de repouso, a fim de que os idosos possam usufruir dos meios digitais como instrumentos de entretenimento ou de comunicação com parentes. Ainda, o Ministério da Saúde deve criar campanhas após a pandemia para estimular a adesão de mais voluntários para auxiliar na recuperação mental e social dos mais velhos.