Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 22/08/2020

“Provisoriamente não cantaremos o amor,/ que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos./ Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços”, esse é o poema “Congresso Internacional do Medo” de Drummond. Desse modo, como o visto no trecho estamos “cantando” o medo durante a quarentena, e esse isolamento social pode acarretar impactos na saúde mental dos idosos. Em suma, é necessário a discussão em torno da negligencia da sociedade quando se trata dos idosos e saber lidar da forma correta o assunto saúde mental.

De início, é preciso falar do conceito de “Subcidadania” de Jessé Souza, que são cidadãos negligenciados pelo Estado,vítimas de uma desigualdade que se mostra estrutural. Nesse sentido, os idosos são subcidadãos quando em um momento de quarentena e mudança drástica da rotina, esse Estado não oferece meios “reais” para ajudar na manutenção da saúde mental dos idosos. Então, visto isso seria plausível prestar mais atenção nesse ponto e investir recursos para que não se agrave.

Além disso, é lícito postular a delicadeza necessária para dialogar sobre esse assunto, não abrir espaço para “achismos” e tratar o idoso com o devido respeito e sem preconceitos. Dessa forma, a tese de Djamila Ribeiro  sobre o “Lugar de fala” que é dar lugar e espaço de fala para aquelas pessoas que de fato sofreram o que está sendo discutido, que nesse caso é o perigo que sofre a saúde mental dessas pessoas. Enfim, devesse encarar e dialogar sobre isso da forma mais clara possível.

Portanto, é perceptível os impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena e é obrigatório a discussão sobre isso. Sendo assim, a sociedade e a mídia em conjunto deve promover mais atividades virtuais para os idosos, incentivar a família a ajudarem eles, por meio de doações para que seja viável esse projeto. Com o fim que a saúde mental dos idosos não careça tanto.