Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 24/08/2020

Por conta da pandemia do novo corona vírus a vida de muitas pessoas no mundo inteiro mudou drasticamente, principalmente a vida dos idosos. Por serem considerados o grupo de maior risco para a Covid-19, a maioria deles foi totalmente isolada, como medida preventiva, e estão cumprindo o distanciamento social de forma rígida. O problema é que já se passaram mais de 5 meses de quarentena, e esse isolamento dos idosos está os afetando de maneira radical. Muitos estão desenvolvendo problemas graves como ansiedade e depressão (conforme foi confirmado por pesquisas da UERJ). Isso se deve ao fato de que de uma hora para a outra foram totalmente afastados do mundo, eles não podem sair de casa e também não podem receber visitas, ou seja, estão sozinhos.

Assim como todos, a terceira idade também têm uma rotina e atividades que gostam de fazer: ir ao mercado, visitar a família, fazer uma caminhada, frequentar bailes. São pequenas coisas, mas que os fazem sentir bem e ativos. Porém, por conta do risco que a Covid-19 trás para pessoas dessa faixa etária, eles não podem mais fazer nenhuma dessas atividades, precisam ficar trancados em casa sozinhos, dependendo de familiares ou pessoas próximas para fazerem atividades essenciais por eles (ir ao mercado e farmácia, por exemplo). Idosos já confirmaram em entrevista à Terra que se sentem muito mal em precisar depender de outras pessoas, os fazem sentirem-se inúteis.

Além de não poderem sair de casa, eles também não podem receber visitas, o que aumenta a solidão. Os que estavam acostumados a ter uma vida agitada com muitas visitas da família, por exemplo, estão sofrendo muito, pois já fazem quase 6 meses que não encontram ninguém. É fato, confirmado por psiquiatras da Revista Galileu, que a solidão causa problemas como depressão ou até mesmo Alzheimer.

Logo urge que medidas sejam tomadas. É necessário que a Mídia exponha esse problema para alertar pessoas próximas a idosos. Essas pessoas precisam de maneira segura, manter contato com eles para que não adoeçam por conta da solidão. É preciso que as famílias façam “visitas de portão” a eles (vão visitar, mas chegam só até o portão, para que o distanciamento seja mantido e não corra risco de contágio). Além de fazerem ligações diárias para conversar e mantê-los ocupados.