Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 24/08/2020

Antigamente, a pessoa idosa era classificada como inválida e, consequentemente, excluída da sociedade, gerando uma falta de respeito e empatia para com este grupo, além de desencadear uma série de distúrbios emocionais e mentais. Com a criação do Estatuto do Idoso, em 2003, diversos direitos foram assegurados, levando o idoso a interagir com a sociedade, pondo em evidência a importância em respeitá-los. Entretanto, com a pandemia do COVID-19, os idosos são obrigados a se manter isolados, desencadeando, novamente, a solidão, ansiedade e depressão. Dessa forma, vê-se a importância de voltar a atenção para este grupo de pessoas, o da terceira idade.

Segundo o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), pessoas com idade entre 60 e 64 anos representam a faixa etária com maior proporção (11,1%), entre os 11,2 milhões de brasileiros diagnosticados com depressão. Isso se dá devido as mudanças locomotoras e sociais que pessoas dessa faixa etária sofrem, pois tendem a se mover e raciocinar mais lentamente, necessidade de cuidados, perda da autonomia, entre outros. Idosos institucionalizados em casas geriátricas, possuem maior possibilidade de desenvolver depressão, por conta da mudança social, novas regras, convivência com desconhecidos, que interferem em sua autoestima, liberdade e identidade. Logo, deve ser oferecido aos idosos uma maior atenção da equipe multifuncional e familiar.

Com a pandemia do COVID-19, toda a política de reinserir o idoso na sociedade teve que ser paralisada. As incertezas frente ao futuro, mudanças repentinas na rotina e a redução do contato físico e social com familiares e amigos podem ser fatores de sobrecarga emocional , deixando-os mais tristes e ansiosos. Por conseguinte, por estarem no grupo de risco do vírus, precauções devem ser tomadas para que a saúde mental não seja atingida, dando-lhes o bem-estar cabível. Por isso, deve-se pensar em meios de levar a ocupação da mente e corpo do idoso, sem que estejam vulneráveis ao vírus.

Portanto, é dever do Estado e órgãos cabíveis intervir. O Estado, juntamente com o Estatuto do Idoso, deve oferecer atendimento online médico, nutricional, educador físico, fisioterapeutas, entre outros, a fim de monitorar a saúde do idoso e oferece-lhes meios de distração, para que haja garantia da continuidade da saúde física e mental. As instituições geriátricas devem buscar criar rotinas saudáveis aos seus pacientes, estimulando o cognitivo, exercícios físicos e dinâmicas interativas, sem expô-los aos risco. Soma-se a isso, o papel familiar, fazendo-se presentes, através de interações sociais via tecnologia, como, as vídeos chamadas, despertando o sentimento de cuidado e amor. Destarte, os impactos de isolamento social na saúde mental dos idosos serão menores.