Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena
Enviada em 24/08/2020
Tanto para os jovens quanto para os idosos é uma tarefa árdua ficar em confinamento. Todavia, estes vivem sozinhos na maioria dos casos e sem muitas tarefas para realizarem, maximizando os transtornos mentais. Ademais, tal problemática é intensificada pela falta de hábito em praticar atividade física em casa.
A princípio, grande parte das pessoas em idade avançada possuem os filhos distantes, os quais realizam visitas em determinado período. Esse tempo que já era escasso, ficou mais limitado, uma vez que os idosos são os mais afetados pela pandemia.
Segundo o neurologista Moulin Moraes, coordenador da Unifesp, os aposentados tendem a apresentar sintomas depressivos ou queixa de memória. De maneira análoga, ser aposentado pode significar não um descanso e sim um bombardeio de ideias negativas, devido ao ócio. Nesse viés, a prática de exercícios além de potencializar a saúde mental, ajuda manter os idosos ocupados.
Logo, fica evidente como a solidão, desocupação e a inatividade física geram impasses. Portanto, a OMS deve interferir nas redes telecomunicativas mais influentes do país para estimulá-las a fazer campanhas associadas ao hábito da prática de atividade física no próprio lar. E os familiares devem estabelecer maior contato, através de encontros digitais, visando trazer um sentimento de pertencimento aos idosos, Só assim, eles receberão o devido respeito.