Impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos durante a quarentena

Enviada em 27/08/2020

A obra O Grito, de Edvard Much, foi um marco para o expressionismo no ano de 1893, em que retrata o espanto da sociedade, devido às atrocidades cometidas pelas das pessoas. Análogo ao quadro, encontra-se a busca coletiva por métodos que ajudem na diminuição dos impactos do isolamento social na saúde mental dos idosos, seja por causa do aumento do distanciamento social, ou pela ausência de liberdade o qual estavam acostumados a possuir.

Em primeiro lugar, é evidente que o Poder Público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, o que contribui para a permanência da crise psicológica nos idosos perante a pandemia. No entanto, de acordo com a Constituição, é direito do cidadão o convívio social com os demais indivíduos de uma região. Tal fato, demonstra-se como uma grande incoerência, já que deveriam ter sido colocados de fato em prática, e não somente como planos de um papel. Infere-se com isso, que é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pelas pessoas.

Outrossim, vale ressaltar que a situação é corroborada por conta da falta de independência que estas pessoas estão vivendo durante este período. No decorrer da formação do Estado brasileiro, o afastamento de idosos no âmbito social, se fez presente durante parte significativa do processo. Isso, aliado a escassez de liberdade, contribui para que esta, persista atualmente. Portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil, para que assim, problemas como depressão, ansiedade e solidão, deixem de ser uma utopia na rotina de idosos perante o isolamento social.

Desse modo, faz-se mister uma ação estatal para conter o agravamento nas pertubações mentais que as pessoas mais velhas vem sofrido nos últimos tempos. Logo, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde e com as mídias nacionais, por meio da disponibilização de verbas governamentais, promoverem consultas psicológicas online de forma gratuita, para idosos que se sintam fragilizados psicologicamente como uma forma de conversa e desabafo. Assim como, a  intensificação de campanhas informacionais sobre a importância da saúde mental dos idosos. Isso deve acontecer em instituições de ensino e em veículos de informação em massa, como TV, rádio e internet. Afim de aproximar mais a sociedade das pessoas mais velhas, que durante esses tempos, necessitam de mais atenção, buscando uma alteração no cenário atual, pois, conforme Gabriel o Pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro.”